O deputado do PS, Paulo Cafôfo, acusou esta terça-feira o PSD de tentar “correr atrás do prejuízo” no debate sobre o subsídio social de mobilidade, considerando que as alterações ao modelo são da responsabilidade “de um governo social-democrata da República”.
Intervindo na Assembleia Legislativa da Madeira, o socialista defendeu que o tema deve ser tratado com seriedade. “Esta questão da mobilidade, particularmente do subsídio social de mobilidade, agora denominado mecanismo de coesão territorial, é uma matéria do maior interesse e que deve ser feita aqui numa discussão séria”, afirmou.
Cafôfo concordou com a necessidade de esclarecimento, mas deixou críticas à atuação do PSD. “Aquilo que me parece que é o objetivo do sr. deputado [Bruno Melim] não é bem esclarecer. Porque o que o PSD está aqui a tentar fazer é correr atrás do prejuízo”, disse.
O deputado atribuiu as atuais alterações a decisões tomadas a nível nacional. “Esta atrapalhada toda foi feita por um governo da República do PSD”, acusou, acrescentando que o grupo parlamentar social-democrata “calou os deputados do PSD na Assembleia da República”.
Na sua intervenção, criticou ainda declarações de responsáveis políticos e o que classificou como “desconhecimento do ministro das Infraestruturas”, defendendo que o PSD tenta agora centrar o debate na questão do teto máximo para “disfarçar” responsabilidades.
Paulo Cafôfo sublinhou também a sua própria posição enquanto antigo membro do Governo da República. “Eu tive responsabilidades no governo da República e, pelo facto de eu ter tido responsabilidades, nunca mudei a minha posição relativamente ao facto dos madeirenses terem de pagar só o valor da tarifa”, afirmou.
O socialista apontou ainda mudanças de posição por parte do Governo Regional ao longo dos anos, referindo-se à relação com a autoridade reguladora da aviação. “A novidade agora é que o Governo Regional, seja o presidente, seja o secretário regional, estão do lado da ANAC e não estão do lado dos madeirenses”, disse.
Nesse sentido, questionou o PSD sobre o conhecimento do parecer da entidade reguladora relativamente ao modelo em discussão. “Pergunto-lhe, sr. deputado, se leu o parecer da ANAC relativamente ao subsídio de mobilidade?”, afirmou.
Segundo Cafôfo, a entidade manifestou oposição a propostas que visam a criação de limites tarifários, defendendo que “não querem que haja um valor máximo na tarifa”.