Num espaço verde e pitoresco, envolvido por um silêncio forçado pela ausência de gente, continuam por reabrir as Grutas de São Vicente. Fechados há seis anos, a sua história, importância económica e turística para o concelho, bem como os necessários processos para a reabertura têm sido, ao longo dos anos, debatidos pelas forças políticas e executivas sem, contudo, se ver ainda uma luz ao final do túnel.
A interromper o silêncio profundo das grutas, há a polémica instalada recentemente na Câmara Municipal, que levou à rutura entre o presidente e os vereadores eleitos pelo mesmo partido, o Chega.
Recorde-se que José Carlos Gonçalves pretendia reverter decisões do anterior executivo, liderado por José António Garcês, e reativar a empresa municipal Naturnorte, responsável pela gestão do investimento e ‘devolver’ os funcionários adstritos, que devido ao fecho das Grutas, foram transferidos para serviços municipais.
Mas, o vereador do Chega Fábio Costa votou contra, e a vice-presidente, Helena Freitas, que se encontrava de férias, teria deixado uma declaração dando conta do seu voto contra. O presidente retirou a confiança política aos seus vereadores, bem como os pelouros que lhes estavam entregues.
O JM tentou ouvir José Carlos Gonçalves sobre o dossier das Grutas de São Vicente, no intuito de perceber em que se baseou para pretender reverter as decisões anteriormente tomadas com o encerramento das Grutas e à empresa Naturnorte e funcionários. Contudo, o autarca recusou-se a prestar esclarecimentos.