Desde os tempos dos pequenos cargueiros, que clandestinamente até transportavam pessoas, passando pelo mítico Pirata Azul, até ao atual Lobo Marinho, são séculos de transporte marítimo entre a Madeira e o Porto Santo com natural e constante evolução, nomeadamente nos últimos 52 anos, altura em que, no já bastante longínquo ano de 1974 entrou na linha, então, o Pirata Azul.
Cargueiros à parte, que transportam consigo ao longo dos tempos histórias intermináveis, algumas incontáveis, como as descidas ao ‘porão’ dos ditos clandestinos, aquando da passagem em frente às capitanias. Cargueiros, então denominados de ‘carreireiros’, com travessias saindo da zona onde hoje está instalada a lota e chegada ao cais da ilha dourada, cerca de seis horas depois.
Nomes como ‘Maria Cristina’, ‘Arriaga’, ‘Devoto Santíssimo’, ‘Cisne’ e ‘Cruz Santa’, faziam parte do léxico de anteriores gerações de porto-santenses, mas também de madeirenses, os tais de a troco de uma, ou duas notas, se encaixavam entre mercadorias, até se iniciar e depois de terminar a denominada ‘travessa’, e no ‘mar alto’ se deliciavam, a céu aberto com as histórias contadas pelo arrais.
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