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Artigo de Opinião

29/04/2026 08:00

Teve recentemente lugar o Congresso do PSD-Madeira. Das muitas intervenções sobressai uma linha comum: a defesa intransigente e genuína da nossa Autonomia e a tolerância zero para quem não a respeite, tanto cá, como em Lisboa, independentemente das cores partidárias que governam na República.

Estando a Região a comemorar os 50 anos da Autonomia, a mensagem não podia ser mais clara e direta: a Região e a defesa da Autonomia estão e estarão sempre em primeiro lugar. E assim deve ser.

Porque defender a Autonomia e os Madeirenses é muito mais do que retórica, exige coerência e coragem, que vai muito além de anúncios de “murros na mesa” inconsequentes quando o nosso partido é governo na República e posições musculadas contra Lisboa quando somos oposição.

A defesa dos nossos interesses não se faz com calculismos políticos ou subjugação a quem quer que seja; exige antes a concretização de medidas concretas que melhorem a vida de quem aqui vive, que exige lutar por aquilo que acreditamos e merecemos por direito próprio, e não desistir à primeira contrariedade. E nas matérias mais relevantes, passa por reunir consensos na Região, para ganhar força para a sua aprovação em Lisboa.

O processo de alteração do subsídio social de mobilidade é uma dessas matérias, porque a mobilidade aérea é um direito fundamental para quem, como nós, está dependente em exclusivo do transporte aéreo.

Não deixa, por isso, de ser lamentável que a proposta aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira não tenha sido aprovada na Assembleia da República por todos os deputados da Região, num sinal de desvalorização deste órgão de governo próprio, mas também de desrespeito pela própria Autonomia.

Infelizmente, nada disto admira ou surpreende. Mas não deixa de ser estranho a falta de pudor de quem hoje fala deste tema como se não tivéssemos tido oito anos (perdidos) de governação socialista em Lisboa, em que nada foi feito para resolver o problema da mobilidade.

Um país que não se reforma

Se há algo consensual no nosso país é a necessidade de reformas. Toda a prolifera classe “pensante” do nosso país fala disso. Na Justiça, no aparelho do Estado, na Segurança Social, ...

Mas este consenso é apenas teórico, como se vê na reforma da lei laboral, a marinar há meses sem consenso à vista.

Não admira por isso que passados mais de 50 anos de conquista democrática, Portugal continue embrenhado numa burocracia paralisante, que perpassa todos os setores da nossa sociedade, que por vezes nos envergonha – como no inarrável “caso Sócrates” – e nos emperra a vida todos os dias. E infelizmente assim devemos continuar por muitos mais anos, porque para reformar é preciso coragem, correr riscos políticos, e pôr de lado tacticismos políticos, e quando assim é geralmente tudo fica na mesma.

Renovação dos táxis

Sempre acreditei que a chave para que os táxis continuem a ter futuro depende em primeiro lugar dos profissionais do setor, porque o serviço, se prestado com qualidade e transmitindo confiança, continuará a fidelizar clientes, muitos deles, quiçá, para a vida.

Para tal, é fundamental prosseguir com a substituição do parque automóvel, introduzindo na frota táxis modernos e menos poluentes. Foi para apoiar esta necessária modernização que os táxis foram contemplados no Programa “Descarbonizar_RAM” com o apoio máximo possível, de 6 mil euros por veículo elétrico.

Pena continuar a haver resistência nesta mudança, que é inevitável e cuja concretização, não tenho dúvidas, apenas beneficiará o setor.

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