O debate sobre o relatório “A Região Autónoma da Madeira na União Europeia – 2025”, na Assembleia Legislativa da Madeira é marcado pela posição do maior partido, que saiu em defesa do documento, sem deixar de identificar algumas reservas.
Pelo PSD, Brício Araújo considerou que o impacto da União Europeia na Região é evidente. “Qualquer pessoa que leia o relatório percebe o impacto da União Europeia na vida dos madeirenses” e, numa crítica direta à oposição, acrescentou: “Não me parece sensato que a oposição se mova apenas por esse sentimento de ódio.”
Brício Araújo destacou ainda o reforço de verbas europeias em áreas estratégicas, referindo mais 200 milhões de euros destinados à defesa e segurança, e sublinhou o papel da Região no contexto europeu.
“Numa altura em que a União Europeia está a concluir a estratégia para as Regiões Ultraperiféricas, a Madeira participa no desenho da construção europeia.”
Apesar do apoio global ao relatório, o deputado admitiu a existência de aspetos que suscitam preocupação. Entre eles, apontou a estratégia do mercado único europeu, criticando a ausência de referências às Regiões Ultraperiféricas.
Brício Araújo deixou ainda uma questão ao Governo Regional sobre os desafios futuros. “Como é que vossa excelência vê os grandes desafios e a consciência de que estamos no fim do PRR, mas que há vida depois disso?”
O debate decorre no âmbito da apreciação anual prevista no artigo 3.º do Decreto Legislativo Regional n.º 23/96/M, que estabelece a obrigatoriedade de apresentação e discussão do relatório sobre a participação da Região na União Europeia.