“Nós vivemos numa Região que tem salários de pobre e preços de rico”, palavras de Paulo Cafôfo, PS, no debate sobre o relatório “A Região Autónoma da Madeira na União Europeia – 2025”, na Assembleia Legislativa da Madeira. O PS reconheceu os benefícios dos fundos europeus, mas criticou a forma como têm sido aplicados pelo Governo Regional.
Paulo Cafôfo afirmou que a Região beneficiou significativamente do apoio da União Europeia, mas questionou a utilização de “centenas de milhões de euros”.
Segundo o socialista, esses recursos não têm tido reflexo direto na vida da população, reiterando que esse dinheiro é utilizado para vantagem própria, “não tendo impacto no bolso dos madeirenses.”
“Estamos há 30 meses com a inflação mais alta do país e, nesse período, o cabaz alimentar aumentou 50%”, sustentou para aclarar não ser compreensível.
Paulo Cafôfo acusou o Governo de falhar também no setor energético, considerando que a população está “desprotegida” e criticando a recusa em atribuir apoios diretos, porque “o Governo Regional não aceita dar ajudas diretas às famílias”, conforme propostas apresentadas nesta casa “pelo Partido Socialista”.
Ademais, sublinhou igualmente falhas na execução do Plano de Recuperação e Resiliência, deixando uma questão sobre o cumprimento das metas. “Vão executar 100% dos projetos?”
O debate decorre no âmbito da apreciação anual prevista no artigo 3.º do Decreto Legislativo Regional n.º 23/96/M, evidenciando posições divergentes entre os partidos quanto ao impacto e à gestão dos fundos europeus na Região.