Comunidade lusa enlutada uma vez mais pela interrupção criminosa de duas vidas, casal de emigrantes oriundo da Ilha da Madeira, ocorrido em Mafikeng (agora oficialmente conhecido por Mahikeng) capital da Província do North West, pelo crime de tentar ajudar um filho, cerceado por 6 facínoras, sicários da pior espécie que deambulam ilegal e livremente arnados nas ruas da África do Sul aumentando a curva da criminalidade, cada vez mais pronunciada ao invés de achatar.
Este ato criminoso que enlutou a nossa comunidade e similarmente os residentes e um significativo número de clientes e amigos para além de ter mergulhado a população de Mahikeng intimidada, direi mesmo apavorada, condenando veementemente esta ação criminosa e pediu, ato continuo, ao governo medidas extras de segurança, antes que a cidade seja devastada pela violência criminal.
A violência na África do Sul não abrandará, ou melhor, parecendo haver proibição para abrandar.
Que podemos esperar quando os últimos redutos de defesa do cidadão estão entregues em mãos altamente criminosas, a avaliar que neste abril de 2026, a polícia sul-africana enfrenta um escândalo de proporções tsunâmicas.
O próprio Comissário Nacional já intimado a comparecer em tribunal, devido a uma alegada fraude equivalente a de 21 milhões de US dólares enquanto outros doze oficiais superiores da polícia, incluindo, generais de divisão e brigadeiros, foram presos por envolvimento numa mega fraude de licitação.
Mais grave ainda é de que o testemunho dado por um general, também da polícia, vem asseverar o entranhamento de elementos criminosos, incluindo carteis de drogas nos mais altos escalões da polícia, implicando altos funcionários que aceitaram dinheiro, bens de luxo e sustentaram relações amorosas com figuras criminosas envolvidas em contratos.
Para além desta situação tão vergonhosa quão perigosa, o Presidente Cyril Ramaphosa, suspendeu o ministro da polícia após graves alegações de interferência, corrupção e de envolvimento em atividade criminosa.
A comunidade enfrenta problemas do quotidiano e com quais se habituou a coabitar como ouvir os discursos inflamatórios, repetitivos e até ameaçadores que reacendem culpas do “apartheid”, acabado há 32 anos que reacendem constantemente tempos difíceis e surtem efeitos avassaladores, indesejáveis que incitam à violência a qual se consuma, depois por parte de pessoas que continuam, desesperadamente, procurando condições decentes e humanas de vida.
O que vem acontecendo, reflete, consistentemente o ato da governação do partido no poder, a falta de observação da lei, controle, responsabilidade e ordem. É um foco de que o combate ao crime não está a ser tratado de forma eficaz.
Também não é minimamente aceitável que um tal Julius Malema, “comandante em chefe” do partido da extrema-esquerda, venha dizer em público, que “estou disposto a condenar o homicídio... mas não de pessoas brancas”., assim como entoar “Kill the Boer, klll the Farmer” a quem são atribuídos vários atos de violência e morte sobre gentes de descendência europeia e não só.
Há que haver uma inflexão nestas posturas ameaçadoras e desrespeitosas que originam desproteção e nos deixam desarmados com a narrativa política que aliada ao silêncio conformista das autoridades governamentais ou diplomáticas, nos sentimos, em abono da verdade, ainda mais inseguros.