MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

Advogado

14/06/2026 08:00

Esta semana fomos espetadores de uma digressão por terras de Espanha de SS. Leão XIV.

Surpreende a multidão que festeja a visita de um Papa.

Praças cheias, centenas de milhares de jovens, gente de todos os estratos e condições reúnem-se para ouvir um homem, tímido, mas tranquilo, que nos dita palavras pouco usuais nos tempos que correm.

As maiores multidões que se juntam para ouvir discursos, são por causa do Papa.

Leão XIV é um Papa em “crescendo”. Destemido, incisivo, atento e corajoso. De desconhecido e pouco efusivo, tem vindo a revelar-se por não ter medo das palavras e de as dizer a todos e a cada um.

Ir a Madrid falar de diálogo, ir a Canárias falar de imigrantes, ir à Catalunha falar de serviço é muito mais que o discurso da ocasião.

Que fascínio tem este homem?

Que atratividade tem uma pessoa que lidera uma instituição milenar e que proclama uma mensagem com dezenas de séculos?

Não nos diz coisas para agradar.

Não anuncia vitórias, benefícios materiais ou promessas para as nossas dificuldades.

Fala-nos da dignidade da pessoa humana, da importância do outro, da força do amor que se deve impor à do poder.

Alerta-nos para os erros do mundo, chama os responsáveis pela gestão da coisa publica para valores que não enchem jornais nem abrem noticiários, põe-nos no colo a “batata quente” dos problemas que nos rodeiam e que podemos ajudar a resolver.

Não nos traça facilidades, mas ensina-nos a olhar e viver com as dificuldades e contrariedades. Não nos elogia, mas equipara-nos ao pobre, ao marginalizado, ao banido, ao isolado.

A força do que diz resulta da sua convicção.

A capacidade que revela provém da sua fé, na humanidade e em Deus.

É bom ver como tantos foram tocados pela sua mensagem.

Ouvir o rei Filipe, os sete minutos de palmas de um Congresso ou Antonio Banderas contagiados pelo “feitiço de Deus”, faz-nos crer que há um Mundo carente da verdade e do amor. A humanidade de que fala Robert Prevost não fica além das fronteiras e longe da nossa vista. Começa no íntimo de cada um de nós.

A virtude deste Papa é tocar no nosso coração e abri-lo à espiritualidade.

Para os homens de Fé sabemos que a sua força é a do Espírito Santo e o seu testemunho é o impulso a cuidar do outro.

Agradeço a Deus este privilégio que nos foi dado em tempos tão conturbados.

OPINIÃO EM DESTAQUE

88.8 RJM Rádio Jornal da Madeira RÁDIO 88.8 RJM MADEIRA

Ligue-se às Redes RJM 88.8FM

Emissão Online

Em direto

Ouvir Agora
INQUÉRITO / SONDAGEM

Arranca esta quinta-feira, 11 de junho, mais um Mundial de Futebol. Até onde pode chegar Portugal?

Enviar Resultados
RJM PODCASTS

Neste episódio, a professora Susana Freitas e os alunos Rodrigo Ferreira e Madalena Magalhães, da Escola Secundária Jaime Moniz, partilham a experiência...

Mais Lidas

Últimas