A 1 de novembro de 1923, foi lançada a primeira pedra de um dos mais simbólicos pontos turísticos e religiosos da Madeira. Um século depois, mantém-se intacto o Monumento da Paz, erguido no Terreiro do Luta.
A manifestação física de fé nasceu de uma promessa à padroeira da Madeira, Nossa Senhora do Monte, feita em 1917, durante a aflição vivida em plena I Guerra Mundial. Naquele tempo, em que o Funchal foi alvo de dois bombardeamentos por submarinos alemães, o povo reuniu-se no Largo da Fonte, a 27 de julho, onde o pároco do Monte, José Marques Jardim, assumiu um compromisso. “Se Deus, por intermédio de Nossa Senhora, nos der a paz, cessando a guerra, eu me comprometo a levantar um memorial como gratidão e súplica pela paz”.
Ora em 1918 o conflito armado deu lugar à paz, pelo que, cinco anos depois, se deu início ao cumprimento da promessa. A 14 de agosto de 1927 foi, enfim, inaugurado o Monumento de Nossa Senhora da Paz.
O processo de construção daquele que hoje constitui um ponto de interesse turístico e religioso, onde frequentemente são realizados atos de fé, foi duro. Com cinco metros e meio de altura, a estátua branca da santa que carrega ao colo o Menino Jesus está assente num pedestal com quatro colunas romanas, com um baixo-relevo em bronze, alusivo à aparição de Nossa Senhora do Monte aos pastorinhos na Fonte da Telha. À volta do monumento, destaca-se um rosário, composto por correntes de navios naufragados durante a grande guerra e pedras da Ribeira de Santo António, “tudo transportado em procissão por cerca de 300 homens, na maioria carreiros do Monte, em romagem efetuada a 1 de novembro de 1927”, consoante se pode ler na referida placa introdutória.
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