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Artigo de Opinião

28/05/2026 08:00

Corria o ano de 2020 e o PSD, na Assembleia Municipal do Funchal, proponha a criação de um Programa de Emergência para a Cultura.

Tempos excecionais obrigavam a medidas excecionais e o nosso grupo municipal entendia que a Câmara Municipal do Funchal, liderada, na época, pelo PS, além dos seus planos e programações, deveria ser capaz de colocar em prática um apoio às entidades culturais sediadas no concelho que estavam a perder o seu rendimento por força da pandemia.

A proposta foi aprovada por maioria (com os votos do PSD, CDS, PCP, PTP e deputado independente), tendo contado com as abstenções socialistas, da então Coligação Confiança.

Aquilo que entendíamos ser a mão que a cultura merecia (e merece) consubstanciava um apoio conciso e direto a artistas ligados à música, à dança, ao teatro, à pintura, à escultura, associações, trabalhadores independentes, entre tantos outros, que necessitavam de uma ação concertada, imediata e concreta.

O programa nunca passou do papel, apesar dos nossos esforços.

Volvidos seis anos, muitas dinâmicas depois, a cultura passou a ser olhada de outra forma. Com os executivos liderados pelo PSD/CDS, a partidarite perdeu lugar para dar espaço a uma visão pragmática e global sobre um setor que é preponderante para a sociedade.

Palavras o vento leva, mas as ações confirmam quem dá à cultura a mão que ela merece. A alavanca, o incentivo, a confirmação da importância.

Este mês, a Autarquia do Funchal celebrou protocolos culturais plurianuais para o período 2026-2029, com 17 associações/entidades da área da cultura. Trata-se de um novo formato de atribuição de apoio que concederá a estas entidades a possibilidade de melhor planeamento, de organização e, sobretudo, previsibilidade.

Mas há mais.

Mais apoio, mais proximidade, mais acompanhamento. Uma proposta da coligação “Funchal Sempre Melhor” para a criação de carreiras especiais na Administração Pública destinadas aos profissionais da área da Cultura. Investimento na edição de obras literárias, nos museus municipais, em eventos descentralizados que mostram que a cultura, como o sol, nasce para todos. Basta querer.

Disto tudo só nos podemos orgulhar e continuar a trabalhar. A mão que a cultura merece não ilustra nenhum favor. Mostra aquela que é a nossa obrigação de perpetuar a identidade que nos define e de motivar a capacidade de criar que o talento de tantos evidencia. Continuemos!

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