Mais de 800 voluntários estão mobilizados este fim de semana na Região para mais uma campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar Contra a Fome da Madeira.
A iniciativa decorre em vários supermercados da região e conta com o apoio de cidadãos que se juntam ao esforço de angariação, transporte e triagem dos bens doados.
Esta manhã, a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude esteve a acompanhar a chegada dos bens já recolhidos ao armazém do Banco Alimentar, juntamente com o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome da Madeira.
Em declarações ao JM, Lúcio Moniz, destacou o forte envolvimento da sociedade civil nesta ação solidária. “Ao longo do fim de semana vamos ter mais de 800 voluntários a trabalhar e a vestir a camisola do Banco Alimentar em várias funções e em vários locais”, afirmou. Além da presença à porta dos supermercados, os voluntários asseguram o transporte dos alimentos para o armazém e participam na organização e separação dos produtos recolhidos.
Lúcio Moniz sublinhou que a campanha madeirense integra um esforço nacional que mobiliza cerca de 40 mil voluntários. Quanto às expectativas de recolha, o responsável evitou estabelecer metas quantitativas. “Dependemos, acima de tudo, da boa vontade dos madeirenses. O que interessa é que sintam o apelo e partilhem um pouco das suas compras com quem mais precisa”, referiu.
Apesar do aumento do custo de vida, o responsável revelou que a solidariedade dos madeirenses continua a dar sinais positivos. Na campanha de novembro passado, a Madeira foi um dos quatro bancos alimentares do país a registar um aumento da quantidade de alimentos recolhidos, contrariando a tendência nacional de diminuição das doações.
Relativamente aos pedidos de apoio, Lúcio Moniz indicou que houve uma redução do número de beneficiários entre 2024 e 2025, mantendo-se a situação estável ao longo de 2026. Ainda assim, registou-se um ligeiro aumento da procura entre fevereiro e março deste ano.
Paula Margarido confirmou, de facto, que, nesse período, cerca de 50 pessoas adicionais recorreram ao apoio alimentar. A governante recordou que, em 2024, cerca de sete mil pessoas beneficiaram destas ajudas, número que baixou para aproximadamente 6.500 em 2025.
A governante associou o aumento recente da procura ao agravamento dos custos suportados pelas famílias, nomeadamente nos combustíveis e nos bens alimentares essenciais.
Ainda assim, destacou as medidas implementadas pelo Governo Regional para reforçar o rendimento disponível dos agregados, incluindo a valorização do salário mínimo regional e o reforço do programa PROAGES, destinado a apoiar famílias que trabalham no pagamento de despesas essenciais como água, eletricidade e gás.