O partido ADN Madeira criticou o atual sistema de reservas online para percursos pedestres na Região, considerando que a plataforma do Portal Simplifica “não é funcional” e está a prejudicar a experiência turística na Madeira.
Em comunicado, a estrutura regional do partido alerta para o facto de existirem visitantes que não conseguem aceder aos trilhos e miradouros por dificuldades no processo de reserva, sublinhando ainda que nem todos os turistas dominam ferramentas digitais, o que, na sua perspetiva, cria desigualdade no acesso aos espaços naturais.
O ADN manifesta também preocupação com as regras de reembolso e alteração de reservas, referindo que, de acordo com a informação disponível no portal, não é possível proceder a devoluções ou reagendamentos, exceto em situações de encerramento dos percursos por motivos imputáveis ao Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), como condições meteorológicas adversas ou problemas nos trilhos.
O ADN aponta ainda a existência de situações de acesso não controlado em alguns trilhos, como no caso do Rabaçal, onde afirma haver pessoas a contornar os acessos oficiais e a fiscalização, evitando o pagamento das taxas e contribuindo para uma sensação de desigualdade entre utilizadores.
O partido defende, por isso, a criação de uma taxa turística única paga à chegada ao aeroporto, que permitiria o acesso aos trilhos e miradouros mediante um código QR válido durante a estadia, com receitas canalizadas para a AMRAM.