MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

19/05/2026 07:30

Cor é obtida através do olho humano, isto acontece com os reflexos (luz) das frequências de ondas que os objetos transmitem, essa informação é depois transmitida e guardada no nosso cérebro, isto é, mesmo no escuro, quando não temos as frequências de ondas, assumimos a cor do objeto, uma laranja no escuro, será cor de laranja, mesmo que essa não seja a realidade.

As cores que existem são imensas, nós homens somos um pouco mais limitados para perceber isso, verde é verde, e não verde-água, verde-musgo, verde-limão.... Somos pragmáticos com essa questão.

A natureza que nos rodeia está repleta de cor, mas o nosso mundo está a perder essa cor. Cores vibrantes que faziam parte do nosso dia-a-dia estão a dar lugar às cores neutras, aos brancos, pretos, cinzentos e beges. Vemos isso nos carros (a maioria pretos, cinzentos, brancos), nos prédios (castanhos, beges, brancos, cinzentos), nos espaços interiores comuns, nas roupas, e por aí fora.

O mundo perdeu a cor, fruto da estandardização, da necessidade do consumo e de seguir as normas, e nós precisamos urgentemente de cor.

Verde-Rubro

Com a época, finalmente terminada, é tempo de fazer balanço às hostes verde-rubras. Um balanço, que francamente, é fácil e prazeroso de se fazer, subida de divisão, com o título da Segunda Liga, pouco mais podemos dizer.

Uma temporada que foi ultrapassada com “flying colors”, como dizem os ingleses, em que há que dar mérito aos treinadores que passaram, Vítor Matos e Miguel Moita, aos jogadores que voltaram a dar alegrias aos adeptos, a quem montou isto tudo, João Moura, no seu regresso ao Marítimo, à direção, que teve o dom de fazer as apostas certas, e acima de tudo aos sócios, adeptos, apoiantes, simpatizantes do Leão do Almirante, que desde do dia 10 de Agosto de 2025, estiveram sempre presentes a mostrar o porquê do Club ser o “maior das ilhas”.

Os desafios que se seguem são enormes, duros e emocionantes, mas o Marítimo soube refazer-se nos últimos anos, foi devolvido aos marítimos e com isso voltou mais forte e é assim que terá de encarar o regresso à cabeceira do futebol português.

Kneecap - FENIAN, Verde, Branco e Laranja

Fenian, um lendário conjunto de guerreiros da mitologia irlandesa. Refere-se também a um grupo de irlandeses revolucionários que no final do século XIX lutou pela independência da Irlanda sobre o império Britânico. Termo derrogatório usado pela Irlanda do Norte para classificar a sua contra-parte do sul.

Depois de um 2025 cheio de eventos, incluindo acusações de terrorismo, concertos cancelados pelas suas posições políticas, o trio irlandês lança o álbum que aborda tudo o que escrevemos até agora, e não é à toa que o nome do mesmo seja evocativo à luta irlandesa.

A faixa inicial “Éire go Deo” (traduzindo “Irlanda para sempre”), toda ela em irlandês, é o aviso que este será o disco de afirmação, sobre os pontos de vistas políticos e culturais do grupo; “Carnival” é a crítica ao “circo” que se tronou o julgamento de Mo Chara, um dos elementos do trio; “Palestine”, é a relação entre trauma geracional vivido na Irlanda e o genocídio na Faixa de Gaza.

Num álbum cheio de referências à história Irlandesa, da ocupação britânica, aos Troubles, e ao que se passa no mundo, o trio traz-nos um som mais maduro, com influências do trip-hop, dance music, e o rave de Prodigy, a juntar ao típico hip-hop do grupo, naquele que será, certamente, dos discos mais políticos do ano.

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