MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

18/05/2026 03:30

As principais Universidades da Europa levaram séculos a afirmar e a consolidar o Seu prestígio.

Com 40 anos de vida, a Universidade da Madeira pode já constatar uma série de sucessos importantes. Não apenas no Ensino, mas também no domínio da Investigação Científica, no âmbito do Conhecimento, no apoio à Administração Pública, às Empresas e à Comunidade em geral.

O mesmo se diga quanto à expressão e atracção exterior do nosso Arquipélago, inclusive através de prémios e de consultas e de reconhecimento científico que são públicos.

Valeu a pena a ousadia de criá-La!

Um exemplo importante dos Seus Trabalhos é o Estudo para reduzir os constrangimentos meteorológicos do Aeroporto da Madeira.

Recorde-se que, quando da transferência da propriedade dos aeroportos da Madeira e do Porto Santo para a Região Autónoma, Lisboa, sob o pretexto de que se tratava de “espaço aéreo” de competência da “soberania”, estabeleceu o exótico de possuir a tutela até o avião tocar com as rodas no chão!...

Depois, receando assumir responsabilidades, as autoridades aéreas portuguesas, até há pouco tempo - e, se calhar, até agora - não haviam clarificado junto do Centro das operações aéreas no espaço europeu, sito em Bruxelas, as alterações resultantes da existência da nova pista inaugurada em 2000.

Bem que parecem ainda hoje assobiar para o lado quanto ao enorme avanço tecnológico na segurança operacional dos aviões.

Mais. Na Madeira, retiraram ao Comandante das aeronaves a decisão de aterrar, ou não, mediante as informações da Torre de Controlo do aeroporto, ao que me consta tendo-se até verificado sanções aos Comandantes que assumiram a responsabilidade de aterrar em certas condições, mas seguros da leitura técnico-operacional dos instrumentos do avião.

Dá a impressão que Lisboa, encolhida, não quer ser acusada de qualquer responsabilidade na eventualidade remota de um contratempo, por muito absurdo que seja pensar num Comandante suicida. (Na minha vida toda, só tive notícia de um caso).

Agora que a Universidade da Madeira apresentou já o mencionado Trabalho da maior idoneidade científica, vamos ver se, a par das encrencas com o complemento de mobilidade aérea, o Governo de Lisboa toma as decisões necessárias e urgentes.

É horrível o que tradicionalmente se passa no espaço nacional. Coisas que se podem resolver fácil e rapidamente, continuam, até por tradição administrativa, sistematicamente empatadas, seja qual o Partido no Poder.

Nos Países que se desenvolvem a um ritmo do qual Portugal fica a muitas milhas de distância, quem governa, MANDA. O Poder político procura ter a cara suficientemente levantada, para não andar à mercê de poderes secundários e subordinados. Os quais, pelo contrário, em Portugal são procriados e multiplicados dentro do sector público.

Desde Ministérios a Institutos e Empresas Públicas, etc., passando pelos interesses corporativos, por autogestões toleradas, por serviços das Autarquias Locais, num Estado português pesado, vadio e incompetente.

Já para não falarmos do peso da maçonaria, dos financiadores dos Partidos políticos e da preocupação ou medo com o que a, ou na, “comunicação social “possa ser dito!

A imbecilidade sente-se bem assim. Razão porque não quer rever a Constituição. Pois é claro que quem se sente bem, não quer que se mexa na têta que o alimenta.

Nos países mais desenvolvidos, a Administração Pública e os Seus Funcionários trabalham para o País e não para os Partidos no Governo.

Trabalham para um Estado que procuram fazer eficiente e moderno, alheios às “cunhas” e aos “cartõezinhos partidários”, tendo orgulho em demonstrar que são Eles que encontram as melhores soluções e que as demonstram aos governantes. O que estes agradecem, pois permite-lhes o prestígio de uma boa governação.

Isto poderia acontecer em Portugal, sem “sanear” quem quer que fosse. Bastava quem dirigisse e chefiasse bem ao nível dos vários escalões da Administração Pública. Bastava, cada um sendo livre de votar em quem bem entendesse, não admitir filiações partidárias na Função Pública de carreira, tal como já sucede nas Forças Militares e Militarizadas, na Magistratura, por exemplo, generalizadamente prestigiadas no seio da Opinião Pública. O que não é impeditivo de chamada a funções políticas.

Estou convencido de que, no caso das Regiões Autónomas, acabava o contencioso das Autonomias, o Povo Soberano ficava mais bem servido, quer em competência, quer em velocidade. A corrupção diminuiria substancialmente. A aplicação pública e privada dos rendimentos, consumo ou investimento, seria mais rentável. Teríamos Sindicalismo a sério.

Concretizar-se-ia “ABRIL”.

Veio isto a propósito do sucesso e de um Estudo da Universidade da Madeira que, mesmo para os não pessimistas, é muito difícil acreditar que, desta vez, Lisboa abrirá uma excepção e, a tempo, faça o que é justo, necessário e urgente.

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