O PCP realizou hoje uma ação de contacto junto ao supermercado Continente, na Rua do Seminário, no Funchal, para denunciar o aumento dos lucros das grandes empresas da distribuição, que considera assente na especulação de preços, precariedade laboral e baixos salários.
Durante a iniciativa, Ricardo Lume alertou que a Madeira é uma das regiões do País onde mais aumentaram os preços dos bens essenciais, da habitação e da inflação, defendendo que as famílias madeirenses continuam a perder poder de compra enquanto os grandes grupos económicos aumentam os seus resultados financeiros.
O PCP apontou o exemplo da Sonae, que encerrou o último ano com lucros de 247 milhões de euros, considerando que estes resultados resultam da subida dos preços e da exploração laboral, através da precariedade, desregulação de horários e baixos salários.
Perante este cenário, o partido defende a fixação de preços máximos para bens essenciais, combustíveis, gás e eletricidade, bem como o aumento de salários e pensões. O PCP rejeita ainda alterações à legislação laboral que considera facilitarem despedimentos e precariedade, apelando à participação na greve geral marcada para 3 de junho.