O cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) às regionais da Madeira, Nuno Morna, reafirmou hoje a convicção de que o partido vai cumprir o objetivo de eleger um grupo parlamentar nas eleições de domingo.
"Eu não tenho dúvida nenhuma que vamos eleger o grupo parlamentar", declarou Nuno Morna, depois de questionado se a sondagem divulgada na terça-feira pela RTP, que indica que o partido poderá eleger um deputado ou ficar sem representação, o deixou desanimado.
O candidato, que é coordenador da IL na região, falava aos jornalistas depois de ter estado durante a manhã em contacto com a população no Funchal e antes de partir para outras ações em diversos concelhos da ilha.
"A sondagem grande vai ser no dia 24 e todos os dias temos uma grande sondagem que é no contacto com as pessoas. E isso não nos diz, de todo, o mesmo que dizem as sondagens que vão saindo", realçou, rejeitando qualquer preocupação em relação a essas projeções.
Nuno Morna, que além de ator e produtor teatral é também técnico de aeronáutica da NAV - Navegação Aérea, referiu que a Iniciativa Liberal tem andado por toda a ilha "a ouvir as suas ansiedades e levando também uma mensagem de esperança".
Segundo o cabeça de lista da IL, há um "ponto comum" que é frisado pelas pessoas nas ações de rua: a falta de poder de compra.
"E essa falta de poder de compra está ligada aos impostos, está ligada aos salários baixos. Noventa e tal por cento das pessoas com quem falei hoje de manhã ganham o salário mínimo. Isto é uma terra de salários mínimos e as pessoas querem mais, querem ter uma vida condigna, uma vida que esteja ao mesmo nível dos que nos visitam", apontou.
Nuno Morna sublinhou que a IL será "o fator potenciador de as pessoas terem mais riqueza" e considerou que, ultimamente, todos os partidos têm alinhado com as posições do partido.
"Toda a gente agora fala de baixa e redução de impostos. Nós andamos a fazê-lo desde que nascemos", sustentou.
O candidato da IL defendeu também que o executivo madeirense tem de "começar a pensar seriamente em devolver o dinheiro que o turismo deixa ao bolso das pessoas, devolvê-lo à economia e não ficar nos cofres do Governo Regional para utilidades muito, mas mesmo muito, duvidosas".
Lusa