No congresso regional do PSD, o líder da JSD/Madeira, Bruno Melim, apresentou a moção “Geração Autonomia”, traçando uma visão política ancorada na história e projetada no futuro da Madeira. Partindo da ideia de que “A Madeira, a nossa força” é mais do que um slogan, Melim sublinhou que esta expressão sintetiza cinco décadas de governação social-democrata marcadas por desenvolvimento, coesão e afirmação autonómica.
O dirigente destacou o papel histórico da JSD como escola política e espaço de formação de gerações, defendendo que a juventude continua a ser a “Casa da Autonomia”, onde se cultiva o espírito de pertença e serviço ao povo madeirense. Nesse sentido, a moção propõe um reforço desse sentimento como base para o futuro, sustentando que a vitória do partido deve ser medida não apenas em resultados eleitorais, mas na transformação efetiva da sociedade.
A “Geração Autonomia” assenta em três pilares fundamentais. O primeiro passa pelo reforço interno do partido, com maior solidariedade entre militantes e recuperação de práticas mobilizadoras, como o Comício da Autonomia. Melim defendeu também a criação de uma “Casa da Autonomia” para formação política e reflexão estratégica, bem como a adaptação do partido às novas gerações, incluindo a possibilidade de alargar a idade de militância na JSD até aos 35 anos.
O segundo pilar centra-se no aprofundamento da Autonomia, propondo uma revisão constitucional que reconheça Portugal como um estado unitário regional e arquipelágico. Entre as prioridades estão o reforço de competências regionais, maior autonomia na definição de políticas de ensino superior e uma gestão partilhada do mar, valorizando as especificidades insulares.
Por fim, a moção apresenta propostas concretas nas áreas da habitação e saúde mental. No primeiro caso, Melim defende medidas fiscais que incentivem rendas acessíveis e o alargamento da garantia pública de habitação até aos 40 anos. Já na saúde mental, aponta para o reforço de psicólogos nas escolas e serviços públicos, aliado a uma redefinição do seu papel. Destacou ainda a importância do equilíbrio entre tecnologia e convivência, defendendo restrições ao uso de telemóveis em contexto escolar.
Concluindo, Bruno Melim apelou à união interna e à rejeição de protagonismos individuais, reforçando que o futuro da Madeira depende da coesão do partido e do compromisso com as novas gerações.