O JPP, através do seu grupo parlamentar, lançou ontem o jornal ‘A Voz do Povo’, uma publicação periódica que tem o propósito de “esclarecer a população com factos e rigor” destacando “temas da atualidade com impacto direto no dia-a-dia dos madeirenses e porto-santenses”.
Este primeiro número, disponível em papel e nas plataformas digitais, para acesso livre de toda a população, apresenta como tema central “o custo de vida na Região, cruzando, de forma simples e para que todos percebam, os números do crescimento económico e do PIB milionário, como o crescimento dos salários e o aumento do custo de vida, mostrando, com números oficiais, que a evolução dos salários, na última década, representa apenas metade do crescimento do PIB e que mesmo essa melhoria salarial, obtida no espaço de uma década, foi totalmente engolida, apenas e só nos últimos quatro anos, pelo agravamento do custo de vida”.
Além do tema central, “a perda de camas nos cuidados continuados e em lares, por incompetência do Governo PSD/CDS na gestão dos fundos do PRR, bem como a balbúrdia com o subsídio social de mobilidade”, são outros assuntos em destaque.
O secretário-geral do JPP assina o editorial. “A democrática e a convivência social estão a ser fustigados pelo contágio tóxico desferido por grupos extremistas, infiltrados e organizados, que utilizam as plataformas e as redes sociais para difundir o ódio, o caos, a incerteza, a negação e o medo”, escreveu Élvio Sousa.
O líder do maior partido da oposição, prossegue: “Do outro lado deste movimento nocivo, surge uma outra barreira: uma boa parte da comunicação social tradicional perdeu público, tornou-se ambígua, perda constante de credibilidade e debate-se com dificuldades financeiras. Resultado: em vez de procurar um novo rumo em liberdade, para sobreviver, tem vindo a posicionar do lado de quem está no poder, não o confronta, não o interpela, ignora o seu dever de imparcialidade, de defesa intransigente da democracia, preferindo, disfarçadamente, ficar do lado dos interesses de grupo e esconder os reais problemas das populações.”
Élvio Sousa fecha o editorial sublinhando que “a nova publicação não é contra ninguém, é contra a desinformação e o encobrimento sistemático do trabalho do JPP, porque só um povo bem informado e esclarecido pode contribuir para a melhoria da qualidade da democracia e da comunicação social, exigir e decidir com fundamento”.
A publicação apresenta ainda três rubricas, com aposta no grafismo e na imagem para simplificar a mensagem. São elas “O que eles dizem, não se escreve”; “A pergunta que incomoda”; “Dizem que isto é democracia”; e “Esquina do mundo”.