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Artigo de Opinião

2/03/2026 07:35

O PS foi governo na República entre 2015 e 2023 – uns “breves” oito anos – e nada fez para resolver a questão de fundo do subsídio de mobilidade – pagarmos apenas o custo final da viagem. Agora aparece na linha da frente das críticas, juntamente com o Chega e o JPP.

Ver os três deputados eleitos nas listas do PSD-Madeira sentados no hemiciclo de São Bento enquanto os seus pares de bancada batiam palmas de pé ao líder parlamentar causou um misto de indignação e de orgulho.

Indignação por ver um Partido que defende os valores da Social Democracia virar as costas aos Madeirenses e às Autonomias.

Orgulho por termos três representantes na Assembleia da República que não “vergaram” e mantiveram-se firmes na defesa dos nossos interesses, e cujo silêncio imposto – um ato lamentável, que esperemos não se repita – teve porventura mais eficácia do que tudo aquilo que pudesse ter sido dito.

É assim que se afirma a Autonomia e se mostra a fibra de que somos feitos. Porque criticar quando estamos na oposição é fácil, mas assumir o confronto quando somos Governo, aí já não é para todos. Só para os verdadeiros Autonomistas.

Quanto à infeliz prestação do líder parlamentar do PSD, ironicamente teve o condão de, por uma vez, unir os Madeirenses de todos os enquadrantes e, mais importante ainda, nos recordar que a Autonomia não é um dado adquirido, e que temos de nos manter alertas contra os centralistas e centralismos, que, não nos iludamos, estão presentes em todos os Partidos e em todas as instituições do nosso país.

É também um alerta para continuarmos no caminho do reforço da nossa Autonomia económica e financeira, o único que garante que seguimos o nosso destino sem amarras nem estorvos. Mas sem nunca abdicarmos dos nossos direitos enquanto Portugueses.

Não à violência

Infelizmente, têm-se sucedido na Região casos de violência em contexto familiar, alguns com contornos macabros. O cenário ainda será mais grave sabendo-se que existirão casos que não vêm a público ou que não são denunciados pelas vítimas com receio de retaliação.

Apesar de todos os esforços das entidades governamentais, policiais e associativas no combate a este flagelo social, é inegável que ainda temos um longo caminho a percorrer para proteger os mais frágeis e indefesos. Enquanto não o conseguirmos, estaremos a falhar enquanto sociedade.

Uma Caravana deslocada

Passou pela Região a Caravana pela Regularização da Carreira Docente, uma iniciativa nacional promovida pela FENPROF que visa sensibilizar a população para a escassez de docentes e defender a valorização da carreira.

Trata-se de uma iniciativa legítima, mas que parte do equívoco de confundir os problemas da classe docente do Continente com a situação na Região, que não tem qualquer paralelo, muito graças à atenção que o executivo regional tem dado à Educação, e que, com certeza, levará a que se resolvam as questões que porventura ainda estejam em aberto, como seja a renovação dos quadros docentes. Com diálogo e bom senso, num processo que dispensa extremismos, intromissões ou paternalismos de estruturas nacionais.

Campanha de IRS 2025

É já no próximo dia 1 de abril que se inicia a entrega da declaração de IRS referente a 2025, que decorrerá até ao final de junho.

Antes, porém, existe uma série de passos a dar, entre os quais a validação das faturas e a comunicação da alteração do agregado familiar, cujo prazo termina no dia 2 de março – o calendário completo pode ser consultado em at.madeira.gov.pt/.

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