O Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) solicitou audiências a todos os partidos representados na Assembleia da República, a 9 de novembro último, através de carta registada com aviso de receção. Os pedidos foram enviados na sequência da histórica união de todos os sindicatos de enfermagem, que resultou na marcação de uma greve nacional para os dias 3 e 4 de novembro. Uma paralisação entretanto anulada devido ao chumbo do Orçamento de Estado e marcação de eleições antecipadas.
No entanto, até ao momento, a maior parte dos partidos não respondeu ao Sindepor, um dos maiores sindicatos de enfermagem portugueses e representado em todo o território nacional. Inclusive, nos Açores e Madeira, o Sindepor tem desempenhado um papel de relevo nas recentes conquistas laborais para os enfermeiros aí registadas.
Entre os partidos que responderam ao Sindepor, o PSD justifica que, "devido à dissolução da Assembleia da República decretada por Sua Excelência o Senhor Presidente da República, não vai ser possível efetuar quaisquer audiências". "Os Verdes" e o Chega delegaram a reunião em assessores, o que o Sindepor declinou, por entender que deve dialogar com os deputados da Nação eleitos pelos portugueses.
No caso do PCP, a reunião foi marcada. Carlos Ramalho e o vice-presidente do Sindepor, Fernando Fernandes, deslocaram-se a Lisboa, de acordo com o horário e local propostos pelo partido. No entanto, ao perceber que a reunião seria efetuada com um assessor do PCP e não com um deputado, o presidente do SINDEPOR recusou realizar a reunião.
Décio Ferreira