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NATO: Trump debaterá com Rutte possível saída dos EUA declara Casa Branca

Data de publicação
08 Abril 2026
22:34

A Casa Branca declarou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai discutir a possível saída da NATO dos Estados Unidos com o secretário-geral da organização, Mark Rutte, na reunião que hoje manterão na Sala Oval.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos “é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas” com Rutte, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

Acrescentou que “talvez tenham a oportunidade de ouvir diretamente o Presidente após essa reunião, esta tarde”, disse aos jornalistas presentes.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar “cobardes” aos membros da NATO, a descrever a aliança como um “tigre de papel” e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Por isso, há grande expectativa em torno do encontro de hoje com Rutte na Sala Oval.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: “Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: ‘Foram postos à prova e falharam’”.

“E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa”, sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

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