Ao contrário do PS, que nunca entendeu a importância da defesa da Autonomia e dos interesses da Região perante Lisboa – o que explica, em parte, a sucessão de fracassos políticos ao longo de 50 anos de Autonomia –, o JPP cedo percebeu que teria de copiar as pegadas no PSD nesta matéria para obter bons resultados eleitorais.
Com a natural ambição de qualquer força política, o JPP não se contenta em ser o maior partido da oposição, acalentando a esperança de um dia fazer parte da governação, para isso precisando de atingir o estatuto de partido autonómico, responsável e equilibrado, que lhe permita alargar a base eleitoral e captar quadros qualificados, que ainda hoje não tem.
A organização de conferências dedicadas ao debate da Autonomia, a pretexto das comemorações dos 50 anos da Autonomia, e que têm contado com oradores de peso, insere-se nesta estratégia.
Acredito que a cópia é sempre pior que o original, desde logo pela falta de autenticidade – de resto, um traço comum a todo o percurso do JPP –, mas a verdade é que de mansinho o caminho vai sendo trilhado.
A carta que não chega
Os atrasos nos serviços prestados pelos CTT – que em boa hora vieram a público pelas páginas do JM – não é uma questão nova, mas têm vindo a agudizar-se ao longo do tempo, causando um crescente mau estar e afetando um número cada vez maior de pessoas, entre as quais os pensionistas, que contam os dias para receberem a sua pensão.
Mas os atrasos não penalizam apenas os destinatários das cartas, havendo igualmente consequências para os serviços públicos e entidades que prestam serviços essenciais, que se vêm confrontados com uma afluência atípica de pessoas, que procuram suprir nesses serviços a falha da entrega de documentos que deveriam ter recebido pelo correio. É o caso, por exemplo, do IMI, cujo prazo para o pagamento está a decorrer, e cujos atrasos dos correios estão a causar enorme pressão nos Serviços de Finanças, agravado pelo facto de muitas pessoas infelizmente ainda não utilizarem os meios digitais já disponíveis para o seu pagamento.
Não por acaso, em muitos países europeus, o serviço postal universal continua a ser assegurado por entidades públicas, sinal da importância que lhe é atribuída.
Em Portugal, os apertos financeiros por que passámos na década passada levaram-nos a uma solução diferente, mantendo-se, contudo, para o operador privado a obrigação de assegurar esse serviço, com recolha e entrega pelo menos cinco dias por semana.
Esperemos por isso que a situação seja rapidamente normalizada por parte dos CTT, e que a entidade reguladora das comunicações em Portugal, a ANACOM, assegure que o serviço postal universal é prestado com a qualidade exigida.
Lombas sim, lombas não
As lombas, tal como as rotundas, vieram para ficar.
Uns clamam pela sua colocação, como agora em Machico, outros não vêm o dia em que se livram delas, como no Caniço de Baixo. Há de tudo.
Numa terra de condutores de “pé pesado”, ainda é mais difícil encontrar o necessário equilíbrio entre garantir a segurança dos peões e a fluidez do trânsito.
Não é matéria fácil, mas acredito que nalguns casos os semáforos limitadores de velocidade, monitorizados por radares, ainda seria a melhor solução.
Madeira de primeira
Estão de parabéns o Marítimo e o Nacional por terem assegurado uma vaga na I liga.
Clubite à parte, é prestigiante para a Região voltar a ter duas equipas no mais alto escalão do futebol nacional.
Resta esperar que por lá se mantenham por muitos anos, elevando o nome da Região no país e na Europa.