Em Santana irá manter-se o atual modelo de prestação de serviço no centro de saúde, mas será reforçada a resposta dada à população ao nível dos cuidados primários. A garantia foi deixada por Pedro Ramos, secretário regional de Saúde e Proteção Civil, que numa deslocação a este concelho asseverou que a população está bem servida.
"Santana está segura no que diz respeito à saúde e ao socorro", começou por afirmar o governante, recordando que atualmente a população da Região dispõe de três centros de saúde que funcionam 24 horas, formando um "triângulo de segurança" entre São Vicente, Machico e Calheta, complementados por outros quatro centros de saúde que estão abertos entre as 8 e as 22 horas.
Já durante o período da noite, realçou, o socorro é assegurado de forma "integrada" e "em menos de 60 minutos", com o sistema de transporte dos doentes, composto pelos bombeiros, apoiados pela EMIR quando se justifica, a prestar apoio sempre que necessário e "de forma segura", mesmo nos casos com grau de perigosidade.
Por isso mesmo, o secretário regional entende não ser imperativo que se aloquem mais recursos aos turnos da noite, já que tal podia despoletar uma falta de profissionais para a prestação de consultas no horário diurno.
"Portanto, ao tentarmos resolver um problema que não existe, porque não temos doentes, estamos a criar um problema adicional", atirou.
É neste sentido que o tutelar da pasta da Saúde afirmou que, para já e apesar da contestação política que se tem verificado em turno desta questão, se irá manter o funcionamento em vigor na unidade de saúde neste concelho.
"Mas isto não invalida que esta construção do modelo atual de socorro e de assistência ao nível dos cuidados primários e hospitalares não se altere com o tempo e com mais recursos, que fará com que possamos estar abertos 24 horas sem comprometer as consultas", avançou.
Conforme esclareceu Pedro Ramos, a decisão no imediato será então a de reforçar os recursos e as consultas prestadas neste centro de saúde, nomeadamente através do programa "+Hospital na Comunidade", que, na semana passada, levou até Santana um médico especialista em Cirurgia Geral para realizar atendimentos médicos.
"Deu para retirar pessoas da lista de espera e para agendar pequenas cirurgias e outras situações já com a especialidade. Isso retira algum espaço de trabalho aos médicos de família que ficam só preocupados com a promoção e a prevenção de saúde", aclarou, reiterando que não existe uma situação de insegurança em Santana, que passará a contar com mais um médico de família para assegurar resposta a lista de recurso ainda existente e mais dois enfermeiros a partir de março.
"O objetivo é manter o socorro com 100% de segurança e 100% de cobertura nos cuidados primários. Mas isto não se faz de uma semana para a outra. Tem sido ao longo dos anos", realçou, ressalvando que tal cobertura já é uma realidade em sete concelhos da RAM.
"Os outros para lá caminhamos", rematou.
Edna Baptista