Helena Freitas renunciou ao mandato de vereadora e vice-presidente da Câmara Municipal de São Vicente, alegando falta de “transparência, verdade e legalidade” na atual gestão autárquica. A decisão, comunicada por escrito ao presidente da Assembleia Municipal, Rui Silva, produz efeitos imediatos e é classificada pela própria como “irrevogável”.
Eleita pelo Chega nas eleições autárquicas de outubro de 2025, Helena Freitas afirma que a forma como o município está a ser administrado “vai contra os princípios” pelos quais se rege, sublinhando que o partido pelo qual foi eleita tem como base “o combate à corrupção, ao compadrio, à ilegalidade” e a defesa da transparência.
Na declaração enviada, a agora ex-autarca sustenta que “quem assumiu essa posição de liderança não pugna por cumprir com essas bases”, referindo ainda ter vivido “tempos árduos e difíceis” ao longo do mandato.
Helena Freitas acusa igualmente o executivo municipal de a ter sujeitado “a exposição pública da forma mais vil e baixa que o ser humano pode chegar”, garantindo, no entanto, que nunca deixou de defender “os interesses da população, do município e do partido”.
Na carta de renúncia, a ex-vice-presidente assegura que continuará a pugnar “pela transparência e pela verdade” e deixa críticas à governação autárquica, afirmando que os motivos que conduziram à sua saída “foram adversos ao interesse do município e da população”.
A antiga autarca apela ainda à população de São Vicente para que seja “os olhos fiscalizadores de toda a ação governativa” e pede que não cedam “ao medo e à chantagem”.
No documento, Helena Freitas solicita que sejam desencadeadas as diligências legais necessárias para a sua substituição, através da chamada do respetivo suplente, nos termos da legislação em vigor.