A diferença do custo padrão nos Centros de Dia entre a Madeira e o território continental foi um dos pontos centrais abordados na reunião realizada esta segunda-feira, em Lisboa, entre a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e a Secretaria de Estado da Segurança Social.
A secretária Paula Margarido esteve acompanhada pela presidente do Instituto de Seguranaça Social da Madeira (ISSM), Nivalda Gonçalves, no encontro com a Secretária de Estado da Segurança Social, Filipa Lima. O presidente do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, Nuno Venes, também marcou presença.
Em cima da mesa esteve a revisão dos acordos de cooperação com as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e a consequente atualização do custo padrão aplicável às respostas sociais, num processo que, segundo a tutela regional, pretende “aproximar os critérios de financiamento da realidade dos encargos suportados pelas instituições na Região.”
Em declarações no final do encontro, Paula Margarido sublinhou que a “atualização do custo padrão não se limita a uma única valência e que o objetivo passa por corrigir desigualdades que se refletem na sustentabilidade das respostas sociais”.
Neste contexto, a governante deu como exemplo os Centros de Dia, sublinhando que o valor atualmente considerado na Madeira é inferior ao praticado no território continental, defendendo, por isso, a sua atualização.
A governante mostrou-se confiante de que a apresentação das evidências e dos elementos técnicos que fundamentam a necessidade de reforço de financiamento representa “um passo fundamental para assegurar o montante necessário para suportar a revisão dos acordos”.
Essa convicção resulta, segundo referiu, da abertura demonstrada pela secretária de Estado, Filipa Lima, que se comprometeu a analisar o dossier assim que receba os elementos preparados pelo ISSM e a retomar o trabalho num prazo curto, dentro de uma semana ou duas semanas, com vista a avançar com a atualização do custo padrão e o respetivo enquadramento financeiro.
“É um trabalho de auscultação que, embora exigente, se torna fundamental para que o rigor e a certeza das contas feitas sejam, na prática, a melhor estimativa possível e permitam concretizar este que é um dos grandes anseios das IPSS: a revisão do custo padrão fixado para as suas respostas sociais”, afirmou.
A próxima reunião entre a secretaria regional de Inclusão, Trabalho e Juventude e a Secretaria de Estado da Segurança Social está marcada para daqui a um mês e meio, mantendo-se, entretanto, em fase de negociação a criação de uma convenção coletiva de trabalho para o setor social na Região Autónoma da Madeira.