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JSD discute tabus e preconceitos sobre a sexualidade

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
12 Junho 2024
11:48

No passado fim de semana, a estrutura local da JSD Câmara de Lobos, através do seu núcleo de freguesia local, realizou uma ação de sensibilização para desmistificar tabus e preconceitos relativamente ao sexo. A referida iniciativa teve como oradora Petra Freitas, psicóloga de formação e sexóloga de especialização.

Da iniciativa destaca-se, “para além de uma participação massiva da juventude”, o debate gerado em torno de vários temas como a identidade de género, a orientação sexual e a forma como os jovens se relacionam entre si nas diferentes relações de intimidade.

“Estes e outros temas estão em voga em matéria de políticas de Juventude, visto que o sucessivo espaço de liberdade sexual que tem vindo a ser conquistado nas diferentes sociedades europeias, obrigam-nos a refletir sobre os melhores métodos e abordagens na relação interpessoal”, referem os jovens social-democratas para quem é fundamental continuar a promover uma política de sensibilização e autodescoberta.

“O papel da escola não deve ser doutrinar os jovens sobre nenhuma das variáveis que compõe estes temas, mas é fundamental que todos tenhamos consciência de que só através do diálogo e conhecimento se pode desmistificar erros e perceções que são a base de vários preconceitos”, atiram os jovens social-democratas para quem a sexualidade ainda é vista com alguns tabus.

Segundo a nota de imprensa enviada pelo organismo liderado por Amélia Coelho, “em virtude da discussão sobre os temas da sexualidade, foi inevitável, uma abordagem ao quadro legal atualmente em vigor em Portugal, que permite a todos os cidadãos com mais de 16 anos a possibilidade de proceder à mudança do sexo deste que autorizados pelos pais e os potenciais riscos que advém para a saúde e vida dos jovens e das respetivas famílias. “Um dos pontos passa por conseguir um equilíbrio entre aquilo que é previsto na legislação e as consequências legais das opções autorizadas, visto que se começa a verificar, um pouco por toda a europa, diversas ações judiciais de filhos contra os pais relativamente a autorizações dadas por este em operações de mudança de sexo cujos filhos mais tarde se vieram a arrepender de terem realizado.

A violência no namoro foi também uma das temáticas desta ação levada a cabo pela estrutura laranja. Apesar de estar prevista no quadro legal, numa das vertentes do crime de violência doméstica, esta é uma temática que se tem vindo a verificar nos últimos anos. “O crescente número de casos de violência no namoro, sob a forma digital, deve merecer particular atenção, em virtude de ser uma forma de violência silenciosa que pode passar despercebida à família”, referem os jovens social-democratas para quem as políticas públicas para a juventude devem ser reforçadas no que concerne à literacia digital e afetiva. “A literacia referente as tecnologias de informação e comunicação devem ser um dos pilares dos programas de formação e capacitação de jovens, pois só assim conseguimos assegurar que percurso formativo que qualifique as novas gerações a não viverem com as amarras do passado”, concluem assim os jovens social-democratas.

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