A zona da Boaventura, onde se situa o porto de recreio de Santa Cruz, é, para o JPP, “um exemplo das dificuldades criadas por um modelo de governação do PSD assente na dispersão de competências, multiplicação de entidades e ausência de coordenação efetiva”.
A presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, Élia Ascensão, esteve hoje no local, onde quis descortinar “o cenário caótico e a desorganização em que se encontra aquele espaço público”.
Na visita, a edil fez questão de alertar a população para o comportamento que diz ser “recorrente e falacioso” da maioria PSD/CDS em relação à realidade do concelho e ao trabalho desenvolvido pela autarquia que lidera. “Enquanto o PSD passa o tempo a criticar a gestão do JPP em Santa Cruz, a verdade é que esta zona do concelho, diretamente dependente de estruturas regionais, sob a alçada da governação PSD, é precisamente uma das mais degradadas, desorganizadas e criticadas pela população e visitantes”, apontou.
Ao invés de uma gestão integrada e clara, Élia Ascensão expôs que “foi-se criando uma realidade marcada por protocolos, concessões e responsabilidades repartidas entre várias estruturas tuteladas pelo Governo Regional e associações, dificultando a resposta aos problemas e contribuindo para a degradação progressiva daquela zona”.
“Toda esta situação culminou com a recente revogação por parte do município do Regulamento do Porto de Recreio da Boaventura. Uma decisão que veio apenas reconhecer e confirmar formalmente a realidade do que se passa naquela zona, que há muito tempo colocou o município fora de qualquer responsabilidade ou possibilidade de intervenção direta na gestão daquele espaço, competências que passaram para outras entidades”, disse.
Ainda assim, quis explicar que apesar de não deter responsabilidade direta sobre aquelas infraestruturas, “a autarquia tem manifestado a sua disponibilidade para colaborar institucionalmente com todas as entidades envolvidas — APRAM, Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, Governo Regional e demais parceiros — na procura de soluções que permitam requalificar, valorizar e devolver dignidade à zona da Boaventura”.
“Os santacruzenses e quem nos visita merecem voltar a usufruir plenamente deste espaço, com qualidade, segurança, organização e valorização paisagística, turística e desportiva”, sublinhou Élia Ascensão, acrescentando que, mais do que discutir responsabilidades, “importa agora garantir vontade política, coordenação e capacidade de ação para recuperar uma zona com enorme potencial para Santa Cruz”.