A Coligação Cumprir Santa Cruz apresentou esta tarde, na assembleia municipal de Santa Cruz, uma proposta para isentar o pagamento do IMI nos primeiros 5 anos para os jovens que adquiram casa em Santa Cruz, bem como, a isenção do pagamento do IMT aquando da aquisição de imóveis cujo valor patrimonial tributário seja inferior a 200 mil euros, para a mesma faixa etária. A referida proposta foi chumbada com os votos contra dos deputados municipais do JPP e do PS.
Na ocasião, o deputado Municipal Ricardo Freitas lembrou as responsabilidades municipais em matéria de habitação, referindo que o município liderado por Filipe Sousa "não é um exemplo no apoio à fixação de jovens no concelho de Santa Cruz". "Quando olhamos para municípios como Funchal e Câmara de Lobos, vemos um esforço para tentar fixar jovens nesses concelhos, tendo inclusivamente adotado medidas semelhantes aquelas que aqui propomos", referiu o autarca.
No decurso da sua intervenção, lembrou que se não fosse a construção, por parte do Governo Regional, de 44 fogos no concelho de Santa Cruz até 2026, há 10 anos que o munícpio estaria "sem qualquer investimento" em habitação a custos acessíveis para a população de Santa Cruz.
A este respeito, referiu que "já vai sendo tempo do JPP perceber que passaram 10 anos e que não deixaram qualquer legado para a juventude santacruzense".
Pedindo "mais ambição" nas políticas de juventude municipais, o autarca do PSD sublinhou "a ausência de qualquer apoio a fixação de emprego jovem qualificado, criação de empresas para jovens empresários ou políticas direcionadas para o apoio e inserção de jovens na comunidade através do desporto".
"O executivo de Santa Cruz é um autêntico deserto no que diz respeito às políticas de juventude", referiu.