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Artigo de Opinião

Conselheiro das Comunidades - África do Sul

9/03/2026 08:00

António José Seguro, será investido hoje no honroso cargo de Presidente da República Portuguesa e como português que tem tatuado Portugal no coração, sinto o dever de augurar que seja frontal, num mandato dilucidado, sem ambiguidades, sábio e com prosperidade, em que permaneça independente, imparcial e eficaz de forma a acirrar a confiança tão almejada pelo povo português.

António José Seguro, chega ao poder numa altura de intensa instabilidade global, perturbações políticas, dificuldades económicas e colapso emocional, motivos evocadores de um sentimento de se estar perdidos ou de enfrentar só destruição.

Com a devida vénia, exorto o futuro presidente a exercer vigorosamente as suas funções de molde a não permitir que o país resvale para um estado anémico, e obstar a todo o custo a corrupção, a captura do estado, quer por funcionários públicos, autarcas, deputados, membros do governo e não só.

Dada a conjuntura geopolítica atual, as ameaças à sua segurança a nível nacional são uma realidade de que Portugal não deve descurar e terá de enfrentar com dureza e realismo.

Não seria descabida que doravante conseguisse motivar a nossa sociedade e, principalmente, a juventude portuguesa ao cumprimento do serviço militar obrigatório, um apetrecho muito importante que os tempos decorrentes assim aconselham e constituem uma necessidade premente, o recrutamento e alistamento nas fileiras castrenses o que certamente diminuiria a precariedade da nossa defesa nacional e evitar recorrer ao alistamento de estrangeiros, como o seu antecessor alvitrou, que transtornou e continua a transtornar a nossa sociedade.

Não descure a sua atenção ao melhoramento do SNS, onde os nossos compatriotas esperam e desesperam nas emergências dos hospitais e que as nossas ambulâncias não sejam, sistematicamente, as salas de partos.

Como o mais alto magistrado da nação portuguesa, não permita o desterro de verbas como por exemplo aquela de 34 milhões de Euros, concedida em 2023 para reabilitação da Fortaleza de São Francisco do Penedo, em Luanda, um apoio direto do governo para a conversão em Museu da Luta pela Libertação de Angola, enquanto dormitam pelas ruas de Portugal milhões de pessoas sem abrigo, sem pão, sem nada e que esgrime uma afronta, humilhação e traição, pois é celebração da morte dos nossos militares perecidos em combate.

Este desperdício serviria com certeza para ajudar a promover melhores e realísticas pensões de reforma, dotar os consulados com verbas destinadas a apoios psicológicos a vítimas da violência criminal, por exemplo, ou, amparar os Comandos portugueses da Guiné votados criminosamente ao abandono desde 1974 vivendo dias amargurados e de represálias.

Era de bom, ter em consideração a nossa Diáspora que, obstinadamente, pugna em suster a sua identidade apesar das promessas feitas e não cumpridas a essa mesma Diáspora a qual observa mais com tristeza do que revolta o tratamento por vezes desigual, o que vai contra a Constituição de que assumirá, por incumbência, ser o seu garante.

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