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Ucrânia: Ideólogo do Kremlin diz que filha foi assassinada de forma "covarde"

JM-Madeira

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Data de publicação
22 Agosto 2022
18:04

O pai da jornalista russa Daria Dugina, que morreu na explosão do seu carro, em Moscovo no sábado, disse hoje que a sua filha foi morta de "forma covarde", tendo sido "uma patriota" que "nunca pediu violência".

O filósofo russo Alexander Dugin reagiu hoje ao assassínio da filha - que as autoridades russas atribuem ao regime de Kiev - dizendo que o povo russo não pode ser alvo dos inimigos de Moscovo.

Numa declaração na conta da rede social Telegram do empresário russo Konstantin Malofeyev, citada pela agência Tass, falando em nome de Dugin, o pai da vítima do assassínio sublinhou que Dugina era "uma patriota, uma correspondente de guerra e uma filósofa", acrescentando que ela "nunca pediu violência e guerra".

Daria Dugina morreu na explosão do carro que conduzia na região de Moscovo, no sábado à noite, e as autoridades russas anunciaram suspeitam de um atentado perpetrado pelos serviços de espionagem ucranianos que poderia ter como alvo Alexander Dugin.

Na mensagem no Telegram, Dugin considera que "os inimigos da Rússia" mataram a filha "de forma covarde e dissimulada".

"No entanto, não é possível quebrar-nos, ao nosso povo, mesmo com ataques tão inaceitáveis. Eles queriam suprimir a nossa vontade com terror sangrento contra os melhores e mais vulneráveis. Mas falharão", sublinhou o filósofo russo.

"Os nossos corações não anseiam por vingança. Isso é muito baixo. Não é a forma de agir russa. Precisamos apenas da nossa vitória... Por favor, vençamos!", defendeu Dugin.

Segundo as agências de informação russas, o carro conduzido por Daria Dugina foi alvo de um ataque de uma mulher de nacionalidade ucraniana, nascida em 1979, identificada pelo FSB como Natalya Vovk, que chegou à Rússia em julho com a filha menor, nascida em 2010.

A Ucrânia já negou qualquer envolvimento no assassínio.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

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