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NATO: EUA insistem que adesão imediata da Ucrânia "não é provável"

JM-Madeira

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Data de publicação
11 Julho 2023
16:42

Os Estados Unidos da América (EUA) insistiram hoje que a adesão imediata da Ucrânia à NATO "não é provável", mas disseram partilhar algumas das preocupações do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sobre o caminho de Kiev para ingressar na Aliança.

"Acreditamos que a NATO faz parte do futuro da Ucrânia. É algo com que a Aliança concordou em 2008", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, que também aproveitou a oportunidade para salientar que Kiev ainda tem de trabalhar numa série de reformas para cumprir as normas da Aliança Atlântica.

"Compreendemos que é difícil trabalhar em algumas destas reformas quando se está em guerra. É claro que, neste momento, estão em guerra. Por isso, a adesão à NATO num futuro imediato não é provável, porque isso colocaria a NATO em guerra com a Rússia", acrescentou o porta-voz da segurança nacional norte-americana.

Hoje, Zelensky criticou o facto de a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) ter estabelecido uma série de condições para considerar a proposta de adesão de Kiev ao bloco.

"Parece não haver disponibilidade para convidar a Ucrânia para a NATO ou para a tornar membro da Aliança", afirmou Zelensky, lamentando também que a Aliança Atlântica se recuse a estabelecer um calendário para a adesão de Kiev, enquanto, por outro lado, "são emitidas declarações vagas sobre as 'condições' para convidar a Ucrânia".

A este respeito, Kirby assegurou que os EUA "partilham muitas das preocupações" expressas por Zelensky, reconhecendo ao mesmo tempo que existe "frustração" quanto a "acabar rapidamente" com a guerra, iniciada pela Rússia no final de fevereiro de 2022.

A cimeira da NATO, que começou hoje na Lituânia, está centrada no apoio à Ucrânia contra a invasão russa e na adesão da Suécia à Aliança Atlântica, bem como no reforço dos meios militares dos aliados contra futuras ameaças.

O reforço das capacidades de dissuasão e defesa da Aliança é um dos principais temas da cimeira, que junta os 31 atuais membros para analisar uma revisão do modelo de organização militar e novos planos regionais.

A cimeira servirá para discutir ainda o reforço do investimento dos aliados, para dar resposta a este plano, bem como para suprir as necessidades da Ucrânia no seu esforço de guerra.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, tem insistido na ideia de que os aliados se devem comprometer com os 02% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa como mínimo e não como "um teto", tendo já apelado aos 31 membros que tenham "coragem política" para aumentar os gastos em defesa e incrementar a produção de armas para continuar a apoiar a Ucrânia.

A adesão da Ucrânia à NATO também deverá entrar na discussão do alargamento da Aliança (já marcada pelo recente aval turco à Suécia), depois de Volodymyr Zelensky ter aumentado a pressão junto dos aliados para que façam uma declaração inequívoca de aceitação da entrada do seu país, logo que as tropas russas saiam do território ucraniano.

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