A intervenção política semanal, nesta manhã de quinta-feira, ficou a cargo da social-democrata Joana Silva, que subiu ao palanque para frisar a consolidação dos reforços prestados às associações humanitárias de bombeiros, notando “o reforço de meios humanos”.
A parlamentar do PSD notou que o atual modelo, adotado pelo Governo Regional, tem permitido um “avanço”, que “garante o direito ao financiamento público”.
Na longa explanação no púlpito, frisou que conseguiram, Governo Regional, garantir aos bombeiros “a estabilidade”, assim como a “igualdade entre bombeiros”.
Na intervenção, Joana Silva sublinhou o papel dos bombeiros na sociedade, afirmando que “são mais do que uma força de socorro” e constituem “um dos pilares” da proteção e segurança das populações. Segundo Joana Silva, a atuação destes profissionais “está longe de se esgotar no combate a incêndios”, destacando o trabalho diário no salvamento, na emergência pré-hospitalar e na proteção civil.
“São todos os dias agentes de salvamento e de proximidade, atuando como socorristas de emergência pré-hospitalar, onde muitas vezes fazem a diferença entre a vida e a morte”, afirmou.
A deputada acrescentou ainda que os bombeiros “prestam apoio direto às populações, em especial às mais vulneráveis e isoladas”, representando “uma presença constante de segurança, confiança e estabilidade em todas as comunidades”.
Durante o discurso, Joana Silva destacou os valores associados à atividade, referindo que os bombeiros “encarnam valores essenciais e inegociáveis: solidariedade, coragem, altruísmo e espírito de serviço público”.
A parlamentar do PSD recordou que o socorro na Madeira é assegurado por cerca de 770 bombeiros, entre profissionais municipais, sapadores, voluntários e elementos das associações humanitárias, defendendo que estas estruturas conciliam “a tradição do voluntariado com a crescente necessidade de profissionalização e exigência técnica”.
Nesse sentido, sustentou que o novo modelo de financiamento regional responde a essa necessidade, através de um plano de implementação a três anos aprovado na Assembleia Legislativa.
Segundo Joana Silva, o investimento previsto passou de 2,5 milhões de euros no anterior modelo para uma previsão de 8 milhões de euros em 2026, verba destinada “à valorização profissional, à remuneração e à capacitação dos bombeiros”.
A deputada apontou ainda que o novo regime introduziu “critérios claros de financiamento, mecanismos de acompanhamento e monitorização e uma visão estruturada do sistema”, permitindo maior organização e eficácia operacional.
Entre as medidas destacadas estão um aumento médio remuneratório de 190 euros por bombeiro, mecanismos de promoção e progressão na carreira e a equiparação salarial dos bombeiros das associações humanitárias aos bombeiros sapadores.
“Este ano, 2026, representa a consolidação deste modelo”, afirmou, acrescentando que os bombeiros das associações humanitárias passam agora a ficar “equiparados em termos salariais aos bombeiros sapadores”.
Joana Silva referiu também o reforço do suplemento remuneratório associado ao risco, insalubridade, penosidade e prontidão, que sobe este ano de 10% para 15% do vencimento base de referência.
A deputada considerou que as medidas adotadas contribuíram para tornar a carreira “mais atrativa”, permitindo reforçar meios humanos, investir na formação contínua e aumentar a capacidade de resposta operacional no terreno.