Do PSD, a deputada Cláudia Perestrelo defendeu que o debate sobre respostas sociais para idosos deve ser feito “com seriedade, verdade e responsabilidade”, acusando o JPP de instrumentalizar politicamente o projeto de transformação da antiga Escola de São Jorge em lar.
Cláudia Perestrelo considerou que a proposta apresentada pelo JPP tinha “fins políticos muito incisivos numa determinada zona da região”, sustentando que o tema já havia sido abrangido por uma resolução apresentada anteriormente pelo CDS sobre o aproveitamento do património público para respostas sociais.
A social-democrata lembrou que foi autora, na legislatura de 2019-2023, de uma proposta semelhante para reconverter o edifício escolar numa estrutura social. “Continuo e continuarei a defender exatamente a mesma ideia. A criação de uma resposta social colocada ao serviço da população”, afirmou.
A social-democrata reconheceu dificuldades na execução do projeto, atribuindo parte dos atrasos à burocracia associada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “Os projetos sociais e todas as candidaturas das entidades foram envolvidos numa carga burocrática” que coincidiu “com o aumento do custo da mão de obra” e com um “boom de obras”, declarou.
A deputada garantiu, contudo, que continuará a acompanhar o processo “até ver aquele edifício reconvertido para uma resposta social ao dispor de toda a região”.
Na intervenção, destacou ainda vários investimentos sociais em curso na Madeira, incluindo projetos no Garajau do Calhau, Ponta Delgada, Porto Moniz, Santo da Serra e o Complexo Social Santa Clara, da Santa Casa da Misericórdia do Funchal.
Ademais, afirmou que envelhecimento não se combate apenas “a construir mais camas”, mas também com apoio domiciliário, teleassistência, requalificação urbana e reforço do papel das famílias e cuidadores informais.
“Não vamos alinhar em resoluções simplistas e populistas”, afirmou, concluindo com um apelo.
“Façam política de forma séria, porque assim nós não alinhamos.”