Em audição regimental na Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República, o deputado social-democrata Pedro Coelho questionou o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes em primeiro lugar, o envelope financeiro POSEI para as Regiões Autónomas, em particular para a Madeira.
Conforme lê-se em nota de imprrensa dpo gabinete de comunicação do PSD/Madeira, o deputado omeçou por referir que houve recentemente, em abril, uma evolução positiva para as regiões ultraperiféricas no dossiê relativo ao próximo quadro financeiro plurianual (QFP 2028-2034) no Parlamento Europeu, precisamente porque foi aprovado um relatório intercalar que, no seu n.º 36, reafirma a necessidade de garantir a aplicação plena e efetiva do artigo 349.º do TFUE (Tratado de Funcionamento da União Europeia), prevendo-se financiamentos específicos para as RUP no QFP 2028–2034.
Pedro Coelho referiu que o relatório aprovado prevê a criação de uma dotação distinta e suficiente para o POSEI, incluindo para a aquicultura e a pesca, para as regiões ultraperiféricas.
“Nesta linha e sendo esta uma evolução positiva - uma vez que o projeto inicial do relatório não continha qualquer referência às Regiões Ultraperiféricas (RUP), nem ao POSEI - Pedro Coelho instou o ministro a insistir, nesta fase negocial, nesta discriminação positiva para a Madeira e contra a centralização dos fundos”, dá conta o partido.
Em segundo lugar, e no que concerne às pescas, o deputado social-democrata defendeu também uma “dotação específica para o setor, contrariando a sua diluição em instrumentos mais amplos, defendendo o envolvimento das autoridades regionais na conceção e execução dos fundos”.
Solicitou, ainda, que, no âmbito das negociações com as instâncias europeias, seja permitido que “as RUP tenham quotas de pesca específicas e majoradas, uma vez que praticam uma pesca artesanal e com uma elevada componente de dependência económica”.
Por fim, Pedro Coelho falou do processo da renovação da frota do peixe-espada-preto que se encontra “encalhado” em Bruxelas, referindo que o Governo Regional já fez uma dotação orçamental de 5 milhões de euros e que não está em causa do aumento da capacidade de pesca mas, sim, a melhoria das condições de trabalho e de segurança dos pescadores.
“Este processo não pode estar dependente de questões técnicas como, por exemplo, a potência do motor e não podemos aceitar que os burocratas de Bruxelas estejam a “matar” a pesca artesanal”, disse.
Na resposta, o ministro referiu que defende a descentralização das verbas do POSEI e que vamos nesse caminho, nesta fase negocial, o que é positivo.
Acredita que essa será a solução encontrada – verbas específicas para as RUP - para que se cumpra o art.º 349 do Tratado.
No que concerne à renovação da frota, referiu que o seu Ministério está a acompanhar o processo e que o próprio já manifestou nas reuniões do Conselho de Agricultura e Pescas (AGRIFISH) que não se tratando de aumento de capacidade de pesca, esta situação tem que ser resolvida, ou seja, viabilizada.