Alfredo Fernandes esclareceu que teve o cuidado de não falar em partidos, na sua intervenção política que marcou o início do ‘Parlamento na Comunidade’, logo após o discurso de Rubina Leal, presidente da Assembleia Legislativa
Salientou o “espírito de missão”, - “que hoje parece não estar na moda -, que sentia existir na década de 80, tendo, por isso, escolhido o “partido que eu achava que estava a trabalhar melhor e poderia construir as coisas”.
Sobre ter sido polémico, considerou que “a polémica é positiva”, não acreditando no consenso alargado. “A primeira função e todo o político é trabalhar pelas pessoas, independentemente das cores”, afirmou, concluindo que “isso faz muita falta na nossa política” atual.
Reagiu ainda ao que foi afirmado pelo deputado do PS, quando afirmou que o desenvolvimento não seria possível sem os apoios comunitários. “concordo, mas é preciso acrescentar um pormenor, quando os governos centrais desperdiçam fundos comunitários, nós na Madeira tivemos investimentos onde a capacidade de execução do executivo foi tal que esgotava a 100% as verbas.”
Comentou ainda que o deputado socialista deve ter orgulho por ter sido com o Governo PS que Portugal entrou na União Europeia, mas lembrou que foram também com os socialistas que Portugal foi à bancarrota.