A Plataforma Democrática Unitária (PDU), que reúne a maioria da oposição venezuelana, afirmou hoje que vai apresentar um roteiro de transição na Venezuela no domingo, 90 dias após o sequestro do Presidente deposto Nicolás Maduro pelos EUA.
“No próximo domingo, dia 12 de abril, no âmbito de um encontro nacional, vamos apresentar ao país um roteiro para a transição democrática”, anunciou a PDU nas redes sociais.
Na mensagem, a coligação política partilhou fotografias de um “encontro extraordinário” que diz ter realizado entre líderes de diferentes partidos políticos, incluindo os ex-presos políticos por oposição ao regime Juan Pablo Guanipa e Enzo Scarano.
A reunião terá contado ainda com a participação do secretário executivo da PDU, Roberto Enríquez, da ex-deputada e presidente do partido Encontro Cidadão, Delsa Solórzano, do Encontro Cidadão e dos líderes do Ação Democrática, Henry Ramos Allup, e do La Causa R, Andrés Velásquez, entre outros.
Segundo o grupo político, a reunião centrou-se na finalização de pormenores para o que afirmaram ser um “grande encontro nacional” de todas as plataformas unificadas da oposição a nível regional, municipal e paroquial.
O PDU apoia a líder da oposição e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, bem como Edmundo González Urrutia, que foi o candidato oficial da oposição nas eleições presidenciais contestadas de julho de 2024.
Nestas eleições, o órgão eleitoral — controlado pelo chavismo — proclamou a reeleição do então Presidente Nicolás Maduro, resultado denunciado como fraudulento pela maioria da oposição.
Este encontro acontecerá 90 dias após o sequestro de Maduro pelas forças militares norte-americanas, a 03 de janeiro, e consequente início da presidência interina de Delcy Rodríguez.
Rodríguez iniciou um processo de reaproximação das forças políticas venezuelanas e retomou as relações com a administração norte-americana de Donald Trump, que propôs um processo de três fases — estabilização, recuperação e transição — para a mudança na Venezuela.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou recentemente, numa entrevista, que a Venezuela merece “eleições livres e justas”, mas pediu paciência para e chegar a uma situação mais estável.