No final da reunião do executivo, o JPP, para além da questão em redor da Quinta das Tangerinas, optou por uma critica mais generalista, constatando que no seu entender “ultrapassados os primeiros 100 dias de mandato da maioria PSD/CDS na Câmara Municipal do Funchal (CMF), os vereadores do Juntos Pelo Povo (JPP) assinalam a data classificando o executivo com um “rotundo zero de ideias, zero de iniciativas, zero de ação, zero de planeamento”.
Fátima Aveiro e António Trindade afirmaram que “uma consulta às atas das reuniões dos primeiros 100 dias comprovam a falta de uma cultura de património, de sustentabilidade e de planeamento, três dimensões essenciais que não existem na atual gestão municipal”.
Os autarcas do JPP lembram que “o chamado estado de graça popularizado por Franklin D. Roosevelt, em 1933, não pode ser transformado no estado da inércia total, do vazio”. “Esse período é concedido para avaliar e planear a adaptação de medidas, estabelecer diretrizes, afirmar uma visão para o Funchal”, afirmaram, explicando que “não existe nada disto, e a cidade tem tantas necessidades, tantos problemas, como a falta de habitação, um custo de vida dos mais altos do país, um trânsito cada vez mais caótico, perda de qualidade do espaço público e limpeza urbana e desleixo com património”, referem.