O secretário-geral do PCP considerou hoje que o resultado da CDU nas eleições regionais legislativas da Madeira foi "muito positivo" e defendeu que o PSD e o CDS sofreram uma "derrota indisfarçável" ao perderem a maioria absoluta.
Em declarações aos jornalistas na sede nacional do PCP, em Lisboa, Paulo Raimundo considerou que o resultado "muito positivo" da CDU, "com mais votos, mais percentagem, a confirmação da representação parlamentar", é "expressão do reconhecimento do valor da intervenção em defesa dos trabalhadores e do povo na região da Madeira".
"Uma intervenção que se sobrepôs às campanhas de menorização da CDU e da confiança que conquistou com o seu trabalho de todos os dias junto do povo e dos trabalhadores", afirmou.
Paulo Raimundo considerou que o resultado da CDU foi construído apesar da "imensa disparidade de meios, e uma injustificada discriminação no plano nacional e local".
O secretário-geral do PCP defendeu ainda que a não obtenção da maioria absoluta pela coligação PSD/CDS constituiu "uma derrota indisfarçável que, independentemente dos arranjos institucionais que se venham a fabricar para tentar prosseguir o rumo desastroso da região, não pode ser iludida".
"Uma derrota que, muito para lá da expressão eleitoral que a CDU obteve, tem, no seu contributo, na sua ação de denúncia, de intervenção permanente eleitoral ao lado do povo e dos trabalhadores, teve em si mesmo um fator essencial de erosão do apoio social e eleitoral do PSD e do CDS", afirmou.
A CDU elegeu hoje um deputado para a Assembleia Legislativa da Madeira, mantendo a representação que tinha desde 2019, mas conseguiu mais votos, 3.677, cerca de 2,7 %. Em 2019, obteve 2.577 votos.
Há quatro anos, os sociais-democratas perderam pela primeira vez a maioria absoluta que detinham desde 1976 e formaram um governo de coligação com o CDS-PP.
Lusa