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CMF pede reforço da prevenção contra comportamentos abusivos no namoro

Data de publicação
13 Fevereiro 2026
18:00

A Câmara Municipal do Funchal, através da Divisão de Juventude, apresentou hoje, no Salão Nobre, a II edição da campanha de prevenção da violência no namoro sob o lema ‘Violência Não Expressa Amor’.

Na sessão de apresentação, a vereadora com o pelouro da Juventude, Helena Leal, sublinhou que o objetivo da campanha é “alertar consciências e sensibilizar para as diferentes formas de violência no namoro, promovendo relações afetivas saudáveis, baseadas no respeito, na igualdade, na reciprocidade e na liberdade”. Na intervenção a autarca destacou ainda que, “apesar de muitas situações continuarem invisíveis, os dados regionais e nacionais revelam que a violência no namoro é uma realidade cada vez mais reconhecida e que exige a atenção da sociedade, em particular dos decisores políticos”.

A campanha promovida pelo executivo funchalense, assume como mensagem que “amor que fere não é amor”, inclui a colocação de cartazes em vários pontos da cidade, bem como a divulgação de conteúdos digitais, vídeos curtos, testemunhos e informação sobre sinais de alerta e recursos de apoio.

Entre os objetivos definidos, a autarquia aponta que se pretende “informar os jovens e as famílias sobre as várias formas de violência, física, psicológica, sexual, social e digital, desconstruir mitos e estereótipos que normalizam comportamentos disfuncionais e incentivar a denúncia, reforçando que a violência no namoro é crime e que as vítimas não estão sozinhas”.

Segundo dados da PSP, em 2025 foram registados 575 casos de violência doméstica na Região Autónoma da Madeira, dos quais cerca de 100 dizem respeito a situações ocorridas em contexto de namoro ou pós-namoro. Por sua vez, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) reporta que, entre 2022 e 2025, apoiou mais de quatro mil pessoas em situações de violência no namoro.

Tendo em conta os dados apontados Helena Leal, reitera que estes “impõem uma atuação proactiva, com reforço da prevenção, da educação e da intervenção precoce, alertando ainda para “a tendência de alguns comportamentos abusivos, como o controlo, os ciúmes excessivos, a perseguição, os insultos ou a chantagem emocional, serem confundidos com demonstrações de afeto”.

A iniciativa da Câmara Municipal do Funchal conta com a participação de 14 figuras conhecidas da sociedade madeirense, particularmente junto da população juvenil, que aceitaram associar-se à campanha e dar a cara pela mensagem.

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