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Artigo de Opinião

Nutricionista

9/02/2026 08:00

Vivemos num mundo que parece estar sempre a correr e, infelizmente, nessa correria, muitas vezes somos deixados para trás. Por mais que nos esforcemos, parece que nunca é suficiente? Por exemplo, no trabalho, quantas vezes, somos tratados como se fôssemos apenas um número numa lista. Damos o nosso melhor, ficamos até mais tarde, sacrificamos o tempo com a família e o descanso, e o que recebemos de volta? Um “parabéns” protocolar por mensagem ou email e, logo a seguir, o pedido para trabalharmos ainda mais. Raramente há um aumento justo ou um reconhecimento verdadeiro pelo nosso esforço.

E o problema não fica apenas pela porta do escritório. Quantas vezes, na nossa vida pessoal, sentimos que as pessoas que nos rodeiam não reconhecem o nosso valor? Há pessoas próximas que parecem só ver defeitos, mas que ficam “cegos” quando se trata de elogiar a nossa dedicação, a nossa amizade ou aquele esforço extra que fizemos para os ajudar. É desanimador sentir que estamos sempre a dar e que, do outro lado, só recebemos críticas ou indiferença.

Mas é precisamente aqui que temos de parar e pensar: se o mundo e as pessoas à nossa volta não nos valorizam, será que não temos de ser nós os primeiros a fazê-lo?

A autovalorização é a chave para mudar a forma como enfrentamos a vida. Se tu não te deres valor, dificilmente o mundo o fará. E valorizares-te não tem de ser algo complicado ou egoísta. Começa por pequenas decisões diárias que mostram que tu te respeitas. Começa por cuidares do teu corpo, que é a tua casa. Para fazer exercício, se não há tempo, não precisamos de ir para o ginásio duas horas por dia. O segredo é não desistir! Se só tens quinze minutos para caminhar, caminha. Esse pouco tempo é uma mensagem que envias a ti próprio: “Eu importo-me comigo”.

No entanto, um dos maiores focos desta mudança também deve estar naquilo que pões no teu prato. A alimentação não serve apenas para matar a fome; é uma das ferramentas mais poderosas que tens para cuidar da tua saúde física e mental. Já reparaste que, quando comemos mal, nos sentimos mais irritados e sem paciência? Não é coincidência. Existe uma ligação direta entre o que comes e a forma como te sentes.

A nutrição é um ato de amor-próprio. Quando escolhes alimentos que nutrem as tuas células, estás a dar ao teu cérebro o que ele precisa para funcionar bem. E sabias que o desânimo e a falta de energia pode ter apenas uma carência nutricional? Por exemplo, ter a vitamina B12 em níveis otimizados ajuda-te a proteger o teu sistema nervoso e pode diminuir drasticamente a tendência para ter pensamentos pessimistas. Imagina o poder disto: ao escolheres os alimentos certos ou ao garantires que as tuas vitaminas estão em ordem, estás a dar ao teu corpo a capacidade biológica de ser mais feliz e resiliente.

Não desistas de ter uma alimentação saudável. É o investimento com maior retorno que alguma vez vais fazer. Quando o teu corpo está bem nutrido, a tua mente fica mais forte. E quando a tua mente está forte, as críticas dos outros deixam de te afetar tanto, porque tu sabes o teu valor. Tu sentes-te capaz, sentes-te vivo e sentes-te no comando da tua história. Tomas decisões e fazer mudanças que deixam mais feliz!

Não esperemos que a empresa nos valorize ou que aquela pessoa reconheça o nosso esforço. Comecemos nós! Olhemo-nos ao espelho e decidir que merecemos o melhor alimento, o melhor descanso e o melhor cuidado. A nossa saúde é o nosso maior bem, e a forma como comemos é o reflexo do respeito que temos por nós próprios.

Lembra-te sempre: tu és a pessoa mais importante da tua vida; cultiva pensamentos positivos, valoriza cada pequeno passo que dás e nutre o teu corpo com o carinho que ele merece.

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