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Jornais destacam vitória da moderação sobre o extremismo nas presidenciais

Data de publicação
09 Fevereiro 2026
9:05

Os editoriais dos jornais generalistas de hoje destacam a vitória de António José Seguro nas presidenciais de domingo, sublinhando que os portugueses escolheram a moderação, contra o extremismo e a discriminação.

A vitória recorde de Seguro – que obteve o maior número de sempre de votos de um candidato presidencial - é igualmente uma “derrota contundente de André Ventura”, pois a maioria dos eleitores disse que quer “um Presidente vigilante, mas moderado”, e um aviso ao PSD, que agora tem menos margem de manobra, escreve o JN.

No editorial, o jornal diz que a maioria dos portugueses que votaram optaram por alguém que represente “o conjunto dos cidadãos e que proteja o seu chão comum, sem muros, nem discriminação”.

“E [o povo] disse também que é neste regime democrático, nascido do 25 de Abril, que se revê”, acrescenta o JN, frisando a rejeição de “uma figura política divisiva, que defende uma mudança de regime e que afirmou, à partida, que não seria presidente de todos os portugueses”.

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Já o Correio da Manhã escreve que a vitória do Presidente eleito “de todos, todos, todos”, como disse Seguro, citando o Papa Francisco, não foi só “a de um homem normal” , mas de alguém que proclamou os valores “em que se funda a democracia”, mostrando que se deve trilhar um caminho no combate pela decência e pela união” e “contra o extremismo e a polarização”.

A escolha de Seguro, que “promete previsibilidade e moderação, e um ambiente institucional desanuviado” – como escreve o Diário de Notícias – deu ao Governo três anos para executar o seu programa “sem fantasma de crises políticas” e um balão de ar ao PS, que pode agora recentrar-se “sem pagar custos internos significativos”apostar na moderação.

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“Se Montenegro falhar, corre o risco de as próximas eleições replicarem o resultado das eleições: um PS moderado a disputar o centro e a direita radical a disputar o resto do espaço”, refere o editorial do DN, lembrando que, por outro lado, cada movimento do PSD ao centro é “imediatamente explorado pelo Chega como sinal de fraqueza ou cedência”.

O PSD ficou, assim, com uma margem de manobra mais estreita, num novo ciclo politico que “pode ser decisivo”, refere.

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O Público, também em editorial, destaca igualmente “a vitória da moderação, num tempo em que a política é marcada pela divisão” e que Seguro somou os votos de uma coligação “estranha, mas natural”.

“Do PCP ao CDS, a maioria dos portugueses mobilizaram-se em torno de um candidato que promete cumprir e defender a Constituição e que apresentou um programa de diálogo e estabilidade”, refere o jornal.

Lembra ainda que o líder do Chega conseguiu aumentar a sua votação, mas que, para quem partiu com a ideia de liderar a direita e “beneficiou da ausência de indicação de votos dos partidos desse espaço político”, acabou por “ficar aquém do pretendido”.

Contudo, chama a atenção para o facto de Ventura continuar em ascensão (subiu no número de votos em relação aos arrecadados pelo Chega nas legislativas) e de a democrática dever “olhar com muita atenção” para as feridas que sofreu nas presidenciais.

Deixa, contudo, uma menagem de esperança, sublinhando que os níveis de abstenção, semelhantes aos da primeira volta, “mostraram como os portugueses ainda conseguem reagir à intempérie que ameaça a democracia”.

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