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Mais produção de ovos e pesca descarregada, menos abate de frango e de gado

Data de publicação
09 Fevereiro 2026
10:32

A produção de ovos e as quantidades de pescado descarregado na Região registaram um crescimento em 2025, enquanto que o abate de frango e de gado apresentou uma evolução negativa face ao ano anterior, segundo dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).

De acordo com a DREM, a produção de ovos atingiu, em 2025, 38,7 milhões de unidades, o que representa um aumento de 19,5% em comparação com 2024, com base na informação recolhida junto das empresas da Região que desenvolvem atividade de avicultura industrial.

Já a produção de carne de frango fixou-se em 3.444,4 toneladas, traduzindo uma diminuição de 2,9% face ao ano precedente. Tendência semelhante foi observada no abate de gado, cujo volume totalizou 805,4 toneladas, menos 8,6% do que em 2024. Este decréscimo, explica a DREM, ficou a dever-se sobretudo à quebra no abate de bovinos, que recuou 8,4%, embora a redução registada nos suínos, de 15,0%, também tenha contribuído. Ainda assim, a espécie bovina representou quase a totalidade do gado abatido, correspondendo a 97,8% do total.

No setor das pescas, os dados fornecidos pela Direção Regional de Pescas indicam que 2025 foi marcado por um acréscimo de 2,3% nas quantidades de pescado capturado, que totalizaram 3,6 mil toneladas. Em sentido inverso, o valor da primeira venda diminuiu 2,9% face a 2024, situando-se o acumulado anual em 16,2 milhões de euros.

A evolução positiva das quantidades descarregadas deveu-se essencialmente ao aumento das capturas de atum e similares, que cresceram 39,7%. Em contrapartida, as restantes espécies principais registaram quebras. O peixe-espada preto diminuiu 4,7% em quantidade e 8,8% em valor, enquanto a cavala e o chicharro apresentaram reduções significativas, uma vez que estiveram sujeitos a defeso entre fevereiro e julho de 2025.

O peixe-espada preto manteve-se como a espécie mais abundante, com 2.192,4 toneladas, representando 61,0% do total da pesca descarregada, seguido do atum e similares, com 1.237,2 toneladas, correspondentes a uma quota de 34,4%. Em termos de receita na primeira venda, o peixe-espada preto totalizou 10,4 milhões de euros, menos 8,8% do que no ano anterior, enquanto o atum e similares registou um aumento expressivo de 33,9%, fixando-se em 4,7 milhões de euros.

Em 2025, o preço médio do pescado apurado na primeira venda, excluindo o pescado destinado a autoconsumo, desceu para 4,59 euros, face aos 4,83 euros registados em 2024. No caso do peixe-espada preto, o preço médio foi de 4,84 euros, abaixo dos 5,05 euros do ano anterior, e no atum e similares situou-se em 3,86 euros, contra 4,01 euros em 2024.

Também a aquicultura apresentou uma evolução positiva, pelo que segundo a informação recolhida pela DREM junto das empresas do setor, em 2025 foram produzidas 1.363,3 toneladas de dourada, um ligeiro aumento de 0,1% face a 2024. As vendas rondaram os 9,1 milhões de euros, refletindo um crescimento de 7,1% em termos homólogos.

Quanto aos mercados de destino, a DREM destaca que 86,6% do valor das vendas de aquicultura correspondeu ao mercado nacional, incluindo o Continente e os Açores, enquanto apenas 13,3% se destinou ao mercado regional.

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