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ADN-Madeira defende melhores condições para jornalistas da Região

Data de publicação
02 Março 2025
14:16

O Partido ADN - Madeira participou, à semelhança de outras candidaturas às eleições regionais, no passado dia 28 de fevereiro, numa reunião convocada pelo Sindicato de Jornalistas da Madeira para debater os desafios que a classe profissional enfrenta. Durante o encontro, foram apontados diversos problemas que afetam o setor, incluindo baixos salários, pressões externas e o impacto das novas tecnologias.

Entre as dificuldades mencionadas no evento organizado pela direção regional, destacam-se os baixos rendimentos dos jornalistas, com salários na ordem dos 900 euros mensais e sem compensação por horas extra. Foi também abordado o impacto do burnout devido à pressão constante para transmitir informação de forma concisa e verdadeira, sob o risco de perda da carteira profissional em caso de litígios judiciais. O partido alertou ainda para “pressões e ameaças” sofridas por jornalistas, com exemplos como os incêndios na Região Autónoma da Madeira, em agosto de 2024, onde houve “tentativas de silenciamento” de informações.

O avanço da desinformação através de perfis falsos e o uso indevido de conteúdo jornalístico nas redes sociais foram outras preocupações levantadas. Segundo o ADN - Madeira, “as redes sociais aproveitam trabalho profissional sem pagar, atribuindo-o a ‘anónimos’”, o que fragiliza ainda mais a profissão. A inteligência artificial foi também identificada como uma nova ameaça, com o potencial de colocar jornalistas “em situações falsas e agravar a disseminação de desinformação”.

O partido defende um maior rigor por parte da AACS (Alta Autoridade para a Comunicação Social) e da ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) no acompanhamento e resposta às denúncias e irregularidades do setor. Defende também “mais pluralidade, liberdade e responsabilidade na comunicação social”, além do investimento na literacia mediática.

Para combater a precariedade, o ADN - Madeira apoia “mais e melhores incentivos aos trabalhadores da comunicação social”, explorando fundos do PRR para promover o trabalho de longa duração e reduzir a dependência de recibos verdes. O partido sublinha ainda a importância de um setor fortalecido e menos vulnerável a “pressões dos lóbis globalistas ou outros”.

O ADN - Madeira reafirma o seu compromisso com uma imprensa “plural, livre e responsável”, destacando a necessidade de medidas concretas para garantir a sustentabilidade da profissão.

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