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Artigo de Opinião

Conselheiro das Comunidades - África do Sul

27/07/2023 08:00

Portanto, analisar crises à distância, antecipar problemas e situações pensando que a "coisa" sara mais rápido do que se pensa é imprudente preconizar seja a quem for e também não é de boa nota e nem tão pouco aconselhável exercer as funções longe da comunidade para a qual foi designado e assumiu, perante o Governo Regional, o compromisso efetivo que visa o acompanhamento, permanente, das questões relacionadas com a comunidade madeirense na Diáspora no respetivo país de acolhimento onde está inserida ou emitir pareceres que deverão ser consideradas pelos vértices mais altos da pirâmide, cujos conselhos têm de merecer a importância e respeito e confiança do departamento que serve.

Exercer a função de conselheiro num teatro hostil à comunidade como na África do Sul, torna-se premente deixar para trás vícios, arrogâncias e algumas "manias" e ambições desmedidas para nos habilitarmos a lidar e enfrentar com humildade, sem nos humilharmos, situações que exigem de nós predisposição e uma postura para que consciente e firmemente possamos resolver, com sucesso, situações muito críticas e muitas vezes demasiado desfavoráveis aos nossos conterrâneos, e envolvermo-nos para não permitir votar ao abandono viúvas, órfãos e familiares a quem a violência criminal que grassa de lés-a-lés neste país de acolhimento, segunda pátria de milhares madeirenses, ajudar de forma eficiente a retomarem as suas vidas.

Conselheiro, dizem, é um cargo importante, enobrecedor, mas, em consciência, para mim, é um trabalho, o qual venho realizando sem pejo, com seriedade de forma contínua e persistente e com recato.

Acho que uma missão truncada e um "voltar de costas" desgracioso, não augura bem a quem não quis ou não pode concluir a missão para que foi convidado e aceitou. Denigre a sua imagem e reputação, fazendo perigar a concretização das suas próprias ambições e objetivos políticos.

Neste momento de Fórum Madeira Global, seria injusto não fazer menção da proximidade que a comunidade madeirense em Joanesburgo, Gauteng e não só, tem usufruído com as visitas de Rui de Abreu, elaboradas, atempadamente, permitindo assim escutar e trocar impressões com comerciantes e proprietários de grande envergadura na vida económica da África do Sul, como também visitas a comerciantes vulneráveis e ainda a operarem os seus negócios em áreas de grande intensidade de violência criminal, que valeram ao diretor regional das Comunidades Madeirenses e Cooperação Externa os melhores encómios por parte desses comerciantes que evidenciaram grande surpresa e também agrado por se ter arrojado a entrar nessas zonas e poder tomar contacto com outras duras realidades. Esse tempo de qualidade despendido proporcionou o contacto com comerciantes inquietos, famílias enlutadas e naturalmente adinâmicas que a violência criminal interrompeu as vidas dos seus entes queridos, permitiu-lhe propor, baseado naquilo que teve oportunidade de constatar, ajuda para assistência psicológica - os consulados não estão dotados de verbas para esse efeito - e outros auxílios a pessoas oriundas da Madeira muito carenciadas e a organizações de bem fazer.

Uma proximidade basilar, necessária e imprescindível que os conselheiros têm obrigação de pugnar para que aconteça, sem as truanices a que fomos expostos por via de malabaristas e saltimbancos da política.

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