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Artigo de Opinião

19/12/2022 08:00

Nada que nos espante, pois esta tem sido a prática desta nova geração laranja, desde que Miguel Albuquerque assumiu os destinos da Região. Um governo claramente incompetente, sem visão, sem estratégia, em navegação à vista, focado nos soundbites que melhor soarão aos seus eleitores. Um governo que apenas pensa na clientela que orbita à sua volta, despesista e que faz do betão a sua única opção. Um governo gordo, que custa mais de 33 milhões de euros por ano, só para alimentar uma cadeia de nomeados. Um governo que há muito tempo abandonou as pessoas (se é que alguma vez pensou nelas), pois só servem em anos eleitorais.

Onde estão as soluções para a habitação? Como podem os jovens comprar ou alugar uma casa para viver e constituir família? Para Albuquerque, falar de habitação para jovens, é apenas retórica política, pois a sua grande preocupação está no mercado imobiliário de luxo, no mercado dos apartamentos de mais de um milhão de euros dos seus amigos. A sua preocupação é se vão ou não acabar os vistos gold. Não pode o PSD-M deixar os seus amigos empreiteiros com esses apartamentos por vender. O povo, que se aguente, que fique a viver na casa dos seus. Triste é um povo que tem na habitação social, o sonho da sua vida, triste é um povo que não consegue ir mais além.

Onde estão as soluções para a saúde? Onde está a revolução que o PSD e a sua nova bengala do CDS iam fazer e resolver os problemas das listas de espera, das cirurgias, da marcação de consultas, dos exames, etc.? Não existem soluções e pior assiste-se a um retrocesso sem precedentes, tendo Miguel Albuquerque e Pedro Ramos, desde que entraram para o governo, duplicado os números da desgraça da saúde. Hoje a nossa saúde está bem pior, e até para a grande obra deste governo, o novo hospital central, a República teve de se chegar à frente e financiar metade do seu valor, pois a autonomia criada e gerida desde sempre pelo PSD não foi capaz de criar condições para que fossemos realmente autónomos em áreas tão essenciais como esta.

Onde estão as soluções para combater a pobreza? Hoje a RAM é a Região mais pobre do país, é aqui que a pobreza se sente de forma mais forte, é aqui que se passa mais fome, que há mais assistencialismo, é aqui que há mais pobres que trabalham, pois o que ganham, ganham tão pouco que não dá para terem uma vida digna. Temos um povo de mão estendida que o PSD alimenta, e que gosta de ter um povo a rastejar aos seus pés, para, em período eleitoral, através de uma rede de casas do povo, entregar umas sandes ou um frango congelado em troca de um voto. Triste é um povo que tem de vender o seu voto por um frango congelado.

Hoje, a menos de um ano do fim deste mandato, a Região está mais vulnerável, existem mais pobres, temos pior saúde, o emprego é cada vez mais precário. E, ainda assim, temos este PSD de Albuquerque, que insiste em manter um povo à míngua, que teima em não baixar os impostos e por mais tentativas que o Partido Socialista faça, apresentando propostas para inverter essas situações, O PSD e o CDS votam sempre contra. Não há muito a fazer perante quem governa, fechado numa bolha, para uma minoria, uma pretensa elite da nossa Região.

Umas festas felizes e que 2023 seja o ano da esperança para uma Madeira e Porto Santo melhores.

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