O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, está cortado ao trânsito, devido a novo deslizamento de terras, fazendo-se a passagem do Viaduto Duarte Pacheco por uma via, informou a Brisa.
Fonte da BCR – Brisa Concessão Rodoviária disse à Lusa que o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa – Cascais, está cortado, sendo a alternativa para quem sai da ponte e queira entrar na A5 a saída para Alcântara ou Monsanto.
De acordo com a mesma fonte, o acesso do Viaduto Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (km1) está condicionado, com apenas uma via de circulação, devido a trabalhos na via.
Cerca das 15:40, fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa ter ocorrido um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira.
De acordo com a mesma fonte, no local encontrava-se “um forte dispositivo de meios”, entre agentes da PSP e GNR, adiantando que “não houve danos em viaturas”.
“Estamos em crer que haverá um novo corte total no sentido Lisboa-Cascais”, disse a fonte, frisando “não haver previsibilidade de hora de reabertura”.
Já na quarta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa–Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.
O trânsito na A5 reabriu hoje às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.
Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estiveram elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.