Um ataque israelita matou três jornalistas libaneses, entre os quais uma correspondente da Al-Mayadeen, afiliado do Hezbollah, e um da Al-Manar, pró-Irão, anunciou fonte militar.
A morte dos jornalistas já foi confirmada pelas respetivas empresas.
“A jornalista da Al-Mayadeen, Fatima Ftouni, e o correspondente da Al-Manar, Ali Shouaib, foram mortos num ataque aéreo israelita contra o carro em que seguiam, na região de Jezzine”, disse fonte militar, citada pela Agência France Presse (AFP).
O irmão de Fatima Ftouni, operador de câmara, também foi morto no ataque.
O exército israelita defendeu que Ali Shaib pertencia à força de elite al-Radwan do movimento xiita Hezbollah. Na rede social Telegram, a Al-Mayadeen já confirmou a morte de Al-Mayadeen.
A Al-Manar também já anunciou a morte do seu correspondente de guerra e um dos jornalistas mais antigos do canal.
Entretanto, hoje, a Associação de Imprensa Estrangeira (AIE) condenou o “comportamento violento” de soldados israelitas contra uma equipa de reportagem da CNN na Cisjordânia ocupada, bem como a sua “detenção arbitrária”, tendo o exército anunciado que vai abrir uma investigação.
Na quinta-feira, os jornalistas da CNN estavam a cobrir as consequências de um ataque de colonos e o estabelecimento de um posto avançado perto da aldeia palestiniana de Tayasir (nordeste da Cisjordânia) quando foram alvejados por soldados israelitas, afirmou a AIE em comunicado.
Embora se tenham “identificado claramente”, segundo a associação, os jornalistas e civis palestinianos foram ameaçados, com os soldados a apontarem as armas e a ordenarem a interrupção das filmagens.
“Um soldado abordou o fotojornalista da CNN por trás, agarrou-o pelo pescoço, atirou-o para o chão e danificou o seu equipamento. A equipa, juntamente com outros palestinianos presentes, foi então detida durante aproximadamente duas horas, sendo deliberadamente impedida de realizar o seu trabalho”, denunciou a AIE, especificando que toda a cena tinha sido filmada.
“O comportamento dos soldados neste incidente não representa o exército israelita, contraria o que se espera dos seus membros e será investigado”, disse o porta-voz internacional do exército, tenente-coronel Nadav Shoshani, numa mensagem no X.
Ao receber o relatório, “agiu-se para resolver a situação o mais rapidamente possível”, acrescentou, afirmando que já tinha “pedido desculpa em privado” e que queria garantir o respeito pela liberdade de imprensa.
A AIE, que representa centenas de jornalistas que cobrem Israel e os territórios palestinianos para órgãos de imprensa estrangeiros, indicou que apresentou uma queixa.
Em meados de março, a associação criticou um “ataque não provocado” da polícia israelita contra jornalistas em Jerusalém, afirmando que um produtor da CNN tinha sofrido uma fratura no pulso.