A exposição entre a flor e a pele, de Miguel Sobral, reúne um conjunto de obras onde o desenho se afirma como núcleo central da sua prática artística.
Predominantemente constituída por desenhos, a exposição está patente entre 26 de fevereiro e 13 de maio na Galeria de Arte Francisco Franco, evidenciando “uma abordagem que oscila entre o rigor do traço e a expansão pictórica da mancha, aproximando o desenho, por vezes, de uma dimensão assumidamente pictural. Mesmo nas pinturas - em menor número - o desenho permanece estrutural, visível e determinante, afirmando-se como fundamento da construção da forma e da presença das figuras e elementos representados”, lê-se na nota de imprensa.
Com curadoria de Pedro Berenguer, a exposição propõe uma reflexão sobre o desenho enquanto linguagem autónoma e espaço de experimentação sensível. “As obras revelam um contínuo entre desenhar e pintar, onde a linha, a matéria e o gesto constroem imagens que habitam um território intermédio entre o visível e o pressentido. Neste conjunto, o desenho afirma-se não apenas como meio, mas como lugar de pensamento e de revelação, onde a forma emerge entre a precisão e a dissolução — entre a flor e a pele”, lê-se ainda.