Foi com acusações de “puro oportunismo político” e “desnorte” que a Câmara Municipal do Funchal (CMF) reagiu, hoje, ao pedido de auditoria à SociohabitaFunchal que a coligação Confiança revelou, ontem, estar a ponderar solicitar ao Tribunal de Contas.
Recorde-se que a equipa da Confiança na Câmara Municipal do Funchal votou contra a proposta, apresentada esta semana pelo PSD, que prevê injetar na empresa municipal SocioHabita mais de um milhão de euros, sem que exista justificação plausível para este aumento brutal de transferências.
Isto mesmo refere a Confiança numa nota enviada hoje de manhã à redação, onde ressalvava que “em 2021, último ano de gestão da Confiança no mandato anterior, a empresa municipal necessitava apenas de 380 mil euros para o assegurar o seu equilíbrio financeiro, como pode ser confirmado no último relatório e contas publicado no site1. Este ano, após três anos de gestão PSD, a transferência prevista encerra um aumento acumulado superior a 260%, para um recorde de 1,01 milhões de euros, tendo aumentado substancialmente as despesas com pessoal para cerca de 1,6 milhões em 2024, o que fez soar os alarmes sobre a qualidade da gestão desta empresa”.
O gabinete da presidência da CMF já respondeu a esta posição da Confiança e “garante aos funchalenses que não teme ameaças e intimidações”, e “que estas não nos irão demover do nosso trajeto, nem tão pouco nos vão amedrontar, dado que estaremos sempre com as famílias que mais necessitam do nosso apoio”.