O presidente da ACIF defendeu que deve ser reforçada a aposta em medidas que potenciem a criação de mais oferta para o setor da habitação, frisando opções como as parcerias público-privadas ou os incentivos para os promotores.
Para António Jardim Fernandes, atualmente “é impossível construir a um baixo custo” devido a vários fatores, incluindo os custos provocados pelos requisitos europeus, mas também pelo peso da carga fiscal.
“O risco é tão grande para quem arrenda, que mais vale ficar quieto e não arriscar”, disse, durante a conferência ‘Madeira: Prioridades e Desafios’ do JM e do Expresso.
António Jardim Fernandes defendeu que é necessário “pensar em como aumentar a oferta”, quer seja através de parcerias público-privadas ou pela alteração das “regulações limitativas que causam constrangimentos”.
“Temos a vantagem da autonomia, se calhar devíamos usá-la mais”, apontou, considerando fazer pouco sentido que na Região seja obrigatório aplicar as mesmas regras térmicas que em países do norte da Europa.
Outra solução sugerida por Jardim Fernandes surgiu durante um período de perguntas e respostas com a audiência. Aproveitando a questão sobre a vinda de imigrantes para reforçar a mão-de-obra, o presidente da ACIF considerou que soluções de co-housing ou co-living “podiam ser consideradas”.